- Jones Manoel, influenciador pernambucano com mais de 2 milhões de seguidores, saiu do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e entrou no PSOL, concorrendo a deputy federal pelo estado.
- A saída ocorreu após desentendimentos sobre o controle do canal Farol Brasil, principal fonte de renda do criador.
- O PCBR queria incorporar o Farol Brasil à estrutura partidária, o que exigiria decisões financeiras que o influenciador não aceitou.
- Jones questionou publicly quem pagaria salários e despesas do canal, além de sugerir a necessidade de proteger a renda da família.
- A mudança ocorreu em meio a exigências do PCBR sobre filiação democrática com Lula, que o partido diz não poder apoiar, levando à saída de Manoel do grupo e entrada no PSOL.
Jones Manoel, influenciador pernambucano com mais de 2 milhões de seguidores, deixou o PCBR para ingressar no PSOL. A mudança ocorreu no início de abril, após críticas internas sobre controle de seu canal Farol Brasil, principal fonte de renda.
O Farol Brasil funciona como uma operação de mídia com produção diária e equipe. Em déficits mensais, Jones assume o prejuízo para sustentar familiares, incluindo a mãe e sobrinhos, segundo ele. O canal é visto como ferramenta de divulgação pela base.
Os dirigentes do PCBR defendiam a incorporação do canal à estrutura partidária, alinhada à centralização da propaganda. A proposta enfrentou resistência, pois havia dúvidas sobre custos, salários e continuidade de empregos dos trabalhadores do canal.
Disputa financeira e transparência
Jones afirma que perguntas sobre salários, custos e planos de continuidade não receberam respostas claras. Ele afirmou que a falta de definição financeira afetaria a renda de sua família e a operação do canal.
Segundo o influenciador, o PCBR não demonstrou capacidade de manter publicações diárias ou até mesmo um jornal próprio, o que motivou o desalinhamento entre as partes. Ele questionou a viabilidade da centralização da produção.
Para o PCBR, o conflito envolveu princípios revolucionários e disciplina partidária. A direção afirmou que não havia espaço para “personalismo digital” e que o canal deveria ser incorporado, com profissionalização gradual do militante.
Mudança de aliança e consequências
O PCBR alegou que, sem registro formal, seus membros deveriam buscar filiação em outras legendas para disputar eleições. Jones optou pelo PSOL para concorrer à Câmara dos Deputados.
A cúpula do PCBR informou que aceitar a filiação de Jones ao PSOL significaria apoiar alianças com o governo, o que, segundo a nota, não era possível. Sem acordo, o histórico militante se desligou da organização fundada em 2024.
Ao final, o episódio expõe a tensão entre autonomia de veículos de comunicação independentes e a estratégia organizacional de partidos que buscam centralizar a produção de propaganda. A situação evidencia as dificuldades de vida prática de quem vive de conteúdos digitais.
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