- A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, em 1º de junho de 2026, a operação Wi-Fi, com mandados de busca e apreensão contra empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, envolvendo o contrato de R$ 108 milhões do Wi-Fi Livre SP.
- A investigação apura frustração do caráter competitivo, fraude na execução de contrato e emprego irregular de verbas públicas, no acordo entre a prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes, e o Instituto Conhecer Brasil.
- A apuração aponta disparidade de valores: a ONG de Karina cobrava R$ 1.800 por ponto instalado, enquanto a Prodam cobrava R$ 230 de implantação e R$ 306 de manutenção mensal.
- Também houve indicação de irregularidades, como a ONG e a produtora funcionarem no mesmo endereço formal e terem migrado para os Jardins sem atualizar registros oficiais, além de autorização de quebra de sigilo e espelhamento de dados.
- O caso se conecta a outras investigações sobre o uso de recursos do filme, com envolvimento de nomes como Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, que negou relação direta; a Polícia Federal investiga uso de verbas para despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Wi-Fi nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, para apurar uso de verba pública no filme Dark Horse. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama e na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
A investigação foca no acordo entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina. A Justiça autorizou as buscas por indícios de confusão patrimonial e para rastrear o fluxo de caixa das organizações envolvidas.
O caso envolve suspeitas de frustração de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas, conforme apurado pela vara de Garantias do TJ paulista.
O programa WiFi Livre SP, com orçamento de 108 milhões de reais, é alvo de questionamentos devido a diferenças de preço. A ONG recebia 1.800 reais por ponto, enquanto a Prodam cobrava 230 reais de implantação e 306 reais de manutenção mensal.
Repercussões e dados financeiros
A polícia indicou que a ONG e a produtora funcionavam no mesmo endereço na avenida Paulista, mas reorganizaram atividades para os Jardins, sem atualização formal de registros. Houve autorizações para coleta de dados e cruzamento de informações.
A ação inclui o espelhamento de dados de celulares e nuvem, além de quebras de sigilo de relatórios do Coaf sobre movimentações atípicas envolvendo o CPF da empresária e o CNPJ do instituto.
Karina afirmou que o filme não recebeu verba de pessoas ou empresas brasileiras, públicas ou privadas, e que o contrato com a prefeitura foi cumprido. A Prefeitura de São Paulo informou cooperação integral com as autoridades e defesa da legalidade, transparência e economicidade.
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