- Marcelo Maia Souza Marques, irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, conversou em maio de 2024 com Daniel Vorcaro sobre pagamentos à Mídias Promotora, alvo de investigação da PF.
- Em mensagens, Vorcaro pergunta: “Tudo bem? Mídias Promotora, 8 pau?” e Marcelo confirma o valor de R$ 8 mil, sugerindo alinhamento do pagamento.
- A Polícia Federal aponta que a Mídias Promotora era usada para ocultar repasses de vantagens do Banco Master.
- Marcelo aparece identificado como “Marcelo Terra Firme” e está ligado a Augusto Lima, ex-sócio do Master, que teria relações com o Rioprevidência e aportes de bilhões no banco.
- Registros de domínio feitos por Marcelo (Credicesta.com.br e Credcesta.com.br) e a relação com empresas de Augusto Lima indicam caminhos formais de operação; o Poder360 procurou o Ministério Público da Bahia e Marcelo para manifestação, sem retorno até o momento.
O empresário Marcelo Maia Souza Marques, irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, conversou em maio de 2024 com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre pagamentos à empresa Mídias Promotora. A PF aponta a Mídias Promotora como intermediária para ocultar repasses do banco.
Mensagens obtidas pela reportagem mostram Vorcaro perguntando sobre um pagamento de 8 mil reais à Mídias Promotora. Marcelo respondeu que houve alinhamento com contatos do banco para efetivar o valor na data combinada.
A investigação aponta que Marcelo é identificado como “Marcelo Terra Firme” em referência a uma empresa associada a Augusto Lima, ex-sócio do Master. Lima tem ligação com aportes do Rioprevidência, fundo de servidores do RJ, conforme apuração da PF.
Conforme apuração, as mensagens sugerem participação do irmão do PGR na operação de envio de recursos do banco, com a Mídias Promotora atuando como fachada para pagamentos com aparência de legalidade. Também foi registrado que Domínios Credicesta e Credcesta passaram por diferentes empresas ao longo dos anos.
Domínios investigados teriam passado a controle de empresas vinculadas a Augusto Lima, até negócios com participação do Banco Máxima, que depois virou Banco Master. PF continua investigando a extensão das ligações entre as partes envolvidas.
O Poder360 solicitou posicionamento do Ministério Público da Bahia sobre as mensagens; o pedido foi enviado por e-mail. A reportagem também tentou contato com Marcelo Maia Souza Marques sem sucesso até o momento. O texto será atualizado se houver manifestação.
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