- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia retomar as relações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para viabilizar a votação de propostas do governo, entre elas o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
- Governo e Congresso estão rompidos desde abril, quando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF foi rejeitada.
- Alcolumbre sinalizou interesse em conversar com Lula para recompor a relação, segundo o ministro José Guimarães.
- A tensão persiste após a derrota do governo na votação do STF, com 42 votos contra e 34 a favor, e o Senado mantendo resistência a pautas do Executivo.
- Lula pretende enviar novamente a indicação de Messias ao STF e busca encaminhar a votação de temas nacionais, sem protelamento no Senado, conforme declaração de Guimarães.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia retomar as relações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para acelerar a votação de pautas do governo, entre elas o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública. O rompimento ocorreu em abril, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
A tensão entre o Palácio do Planalto e o Senado persiste desde o ano passado, quando Lula não indicou Rodrigo Pacheco para a Corte. Alcolumbre passou a adotar pautas que emperram propostas do governo, aumentando a expectativa de novas conversas.
Retomada de relações
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que Alcolumbre tem interesse em dialogar e recompor a relação. Ele afirmou que Lula está avaliando a possibilidade de uma reunião para destravar votações.
Guimarães destacou que o tema é nacional e merece debate, mesmo diante de agendas oficiais. A ideia é aprovar rapidamente as duas propostas que compõem as bandeiras de Lula para a campanha.
Lula ainda não se comprometeu a conversar com Alcolumbre, segundo o ministro, devido à intensa agenda de eventos e ações do governo. Guimarães reforçou que o objetivo é encaminhar a votação sem protelamento no Senado.
Desafios e próximos passos
Na prática, resta analisar se o acordo permitiria a votação rápida da escala 6×1 e da PEC da Segurança Pública. O ambiente no Congresso segue de desconfiado, com lideranças avaliando cenários de typos de apoio.
No Senado, a expectativa é de que a Casa analise as propostas com o necessário rigor, buscando evitar novas derrotas para o governo. O clima permanece de cautela até que haja sinal claro de consenso.
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