- A Polícia Civil deflagrou a Operação WI‑FI, que apura fraudes em licitação de 108 milhões da prefeitura de São Paulo vencida pelo Instituto Conhecer Brasil, ligado à Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP Entertainment, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
- A investigação aponta indícios de direcionamento e de uso de recursos para a Go UP durante a produção do longa; o chamamento público ocorreu em 2024, e o processo teve o custo estimado para 2026 de 1.3 mil reais por ponto/mês.
- O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que, se houver relação com o filme, pode haver perseguição política; afirmou não ter visto irregularidades no contrato e que a prefeitura atendeu aos critérios de economicidade.
- A operação atingiu a sede da Go UP, dois endereços de Karina Ferreira da Gama e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, com oito endereços vasculhados.
- A prefeitura informou que coopera com as autoridades, que o programa permanece funcionando e que a prestação de contas está disponível no sistema SEI; em 9h, por volta de hoje, 52 pontos estavam off-line para manutenção, entre 3,2 mil contratados.
A operação policial WI-FI, deflagrada pela Polícia Civil, mira supostas irregularidades em uma licitação de 108 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo. A investigação envolve a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP Entertainment Ltd, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro. A ação ocorreu nesta segunda-feira, 1º, atingindo a sede da Go UP, dois endereços de Karina e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, com oito endereços visitados.
A Polícia Civil investiga indícios de direcionamento do chamamento público, vencido apenas pelo ICB, entidade sem experiência em telecomunicações e com atuação voltada a feiras e eventos literários e religiosos. A apuração aponta possíveis irregularidades na contratação para manutenção de pontos de internet em comunidades periféricas da cidade.
Investigações e reação oficial
A prefeitura informou que colabora com as autoridades e que já disponibilizou os documentos solicitados. Nenhum pagamento foi feito pela administração pela etapa ainda não implantada. A gestão afirma que o contrato atendeu aos critérios de legalidade, economicidade e prestação de serviço. A Polícia Civil continua recolhendo materiais para avaliação.
Envolvidos e posicionamentos
Ricardo Nunes, prefeito, disse que, se houver relação entre a licitação e o filme, a situação pode representar perseguição política. Nunes afirmou conhecer pessoalmente Karina, sem manter contato frequente, e garantiu que não houve identificação de desvios no contrato. A declaração ocorreu durante evento em que inaugurava apartamentos populares.
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