- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, negou irregularidades no contrato com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), alvo da operação policial “Wi‑Fi Livre SP”, que investiga supostos desvios de recursos para instalar pontos de internet na cidade e possível financiamento ao filme Dark Horse.
- A Polícia Civil aponta fundadas suspeitas de desvio de recursos públicos para subsidiar o filme sobre Jair Bolsonaro, com indícios de financiamento cruzado ilícito pela produtora Karina Ferreira da Gama.
- Nunes afirmou que o contrato seguiu os ritos legais, disse não haver irregularidade identificada e que pediu revisão do processo; afirmou que não houve direcionamento para a contratação da ONG.
- A gestão alega ter contratado a ONG após não encontrar interessados em instalação de wifi em regiões periféricas, em um chamamento público de trinta dias, e que os 3.200 pontos já instalados foram pagos conforme o contrato.
- A investigação questiona a diferença entre 3.200 pontos contratados e 5 mil apontados, além de divergência de preços por ponto (R$ 230,00 versus R$ 1,8 mil), com Nunes chamando a apuração de possível perseguição política caso o filme tenha motivação na investigação.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou irregularidades no contrato entre a prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto está sob investigação da Polícia Civil por suspeita de desvio de recursos públicos na instalação de pontos de wi-fi gratuitos na cidade. A produção envolve o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a Polícia Civil, existem fundadas suspeitas de que recursos repassados ao ICB teriam sido desviados para subsidiar o filme, caracterizando confusão patrimonial. A polícia aponta possível financiamento cruzado ilícito envolvendo a produtora da obra.
Nunes afirmou que o contrato seguiu os ritos legais e que a prefeitura apoia a investigação. Ele pediu revisões do processo e disse não haver irregularidades até o momento. A administração afirma ter cooperado para esclarecer as etapas contratuais.
Investigações em curso
A operação Wi-Fi Livre SP investiga frustração de competição em licitação, fraude na execução de contrato e uso irregular de verbas públicas. O Ministério Público do Estado de São Paulo acionou a Polícia Civil, que recebeu repasse de apuração da Procuradoria da República.
Um ponto debatido pelas autoridades é a suposta falta de experiência do ICB na instalação de wi-fi. Nunes rebateu, citando sua atuação como empresário em outras áreas. Segundo ele, não há relação entre as atividades do instituto e o filme.
A polícia também analisa a contratante e o alcance do contrato. A prefeitura afirma ter contratado 3.200 pontos de wifi, com pagamento correspondente; há investigação sobre possível acordo para 5 mil pontos. As informações sobre o contrato são objetos de apuração.
Outra linha de investigação envolve recursos vinculados ao filme Dark Horse. Investigadores questionam se parte do financiamento teria relação com o filme do Bolsonaro, o que Nunes nega, afirmando perseguição política.
A gestão municipal informou que a contratação ocorreu em junho de 2024 e que a comunicação sobre o filme foi feita mais de um ano depois. O prefeito enfatizou que não houve uso de recursos para o filme e rejeitou motivações políticas na apuração.
Fortaleza de informações segue em apuração, com a defesa de Nunes reiterando a legalidade do processo. A reportagem não conseguiu contato com Karina Ferreira da Gama, representante da produtora associada ao projeto.
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