- A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira, 1º, a Operação Wi-Fi Livre SP, que investiga fraudes em contratos de internet gratuita da prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil.
- O acordo previa instalar pontos de internet em áreas periféricas e o valor subiu de 108 milhões de reais para 157,1 milhões de reais, com suspeita de 26 milhões pagos sem entrega do serviço.
- O Instituto Conhecer Brasil é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também comanda a Go UP Entertainment, produtora de um filme sobre Jair Bolsonaro; investigadores estudam desvio de recursos para financiar a produção.
- O senador Flávio Bolsonaro negou qualquer relação entre a operação e o filme, dizendo que as buscas por recursos foram privadas e não envolvem o projeto cultural.
- A prefeitura de São Paulo afirmou não haver irregularidades, que o chamamento público foi cumprido e que os valores por ponto são inferiores aos de propostas anteriores.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira a Operação Wi-Fi Livre SP. A investigação mira fraudes em contratos de internet gratuita da prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora de um filme sobre Jair Bolsonaro.
O objetivo da operação é apurar irregularidades em contratação da rede de pontos de acesso à internet em áreas periféricas. O contrato teve aumento de 108 milhões para 157,1 milhões de reais, com suspeita de pagamentos de 26 milhões sem entrega do serviço.
O Instituto Conhecer Brasil é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também comanda a Go UP Entertainment, produtora da obra sobre o ex-presidente. Investigadores avaliam possível desvio de recursos para financiar o filme.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não há relação entre a ação policial e o filme. Segundo ele, o financiamento ocorreu em esfera privada e não envolve o projeto cultural.
A Polícia Civil aponta que a entidade foi a única participante do processo de 2024 e não possuía experiência técnica em telecomunicações. O histórico em feiras literárias e eventos religiososalimentou suspeitas de direcionamento.
A prefeitura de São Paulo negou irregularidades e disse colaborar com as investigações. Em nota, afirmou que o programa funciona normalmente e que o chamamento público seguiu as exigências legais antes do anúncio da produção.
A gestão municipal também afirmou que os valores por ponto de internet são inferiores aos de propostas de anos anteriores. A apuração segue para esclarecer eventual desvios ou irregularidades no processo de contratação.
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