- A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta segunda-feira (1º) que atingiu a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a sede da produtora do filme Dark Horse, ligada ao caso envolvendo Jair Bolsonaro.
- A investigação apura irregularidades na contratação do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para gerenciar o programa de Wi-Fi gratuito da prefeitura. O instituto é presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment, produtora de Dark Horse.
- Uma das suspeitas é de que recursos do programa tenham sido repassados às contas da produtora. Karina não foi localizada para comentar.
- O prefeito Ricardo Nunes (MDB) questionou a ação, dizendo haver motivação política caso haja relação entre o filme e a operação, e afirmou que pode haver informações da polícia não conhecidas pela prefeitura.
- A prefeitura informou que o material levado aos agentes era parte de processos públicos já disponibilizados no site e encaminhados à delegacia competente, e que não houve irregularidades comprovadas até o momento.
A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta segunda-feira (1º) que atingiu repartições da Prefeitura de São Paulo e a sede da produtora associada ao filme Dark Horse, ligado a Jair Bolsonaro. A ação investiga irregularidades na contratação da entidade ICB para gerenciar o programa de Wi-Fi gratuito da prefeitura. O envolvimento de Karina Ferreira da Gama, presidente do ICB e dona da Go UP Entertainment, é apontado como elemento central das atenções.
A prefeitura confirmou que foram recolhidos documentos de processos públicos, disponíveis no site oficial, que já teriam sido encaminhados à Delegacia de Investigações sobre Crimes contra a Administração. Policiais chegaram ao prédio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia por volta das 8h e deixaram o local antes das 10h, após diligências em três andares.
O prefeito Ricardo Nunes reagiu à operação, sugerindo motivação política e citando ligações com o filme sobre Bolsonaro. Ele afirmou que pode haver informações da polícia desconhecidas pela administração, o que, segundo ele, representaria possível perseguição relacionada ao filme.
Segundo apuração da Folha, a investigação mira o uso de recursos do programa de Wi-Fi para desvio de dinheiro, com suspeita de desvio que poderia ter chegado às contas da produtora vinculada ao filme. Karina Ferreira da Gama não foi localizada para comentar o caso.
Na prefeitura, o secretário da pasta, Humberto Alencar, informou a Nunes e demais secretários que a operação foi tranquila e que as peças apreendidas faziam parte de processos públicos já encaminhados. O governo municipal disse que irá colaborar com as investigações.
Nunes afirmou ter solicitado duas revisões do processo na semana anterior, assegurando que não houve irregularidades identificadas pela gestão. Ele destacou que o modelo de contratação previa prestação de contas posterior e que despesas sem comprovação foram desconsideradas pela administração.
Sobre o chamamento público vencido pelo ICB, o prefeito reiterou que, em 30 dias, apenas essa entidade propôs a prestação do serviço pelo valor indicado, sem impugnação ou questionamentos de outras partes. Ele garantiu transparência do processo e reforçou que a prefeitura não pagará valores indevidos.
A prefeitura informou ainda que, caso haja qualquer irregularidade comprovada, serão tomadas as providências cabíveis. Nunes reiterou que está disposto a colaborar com as investigações e destacou não ver, até o momento, evidências de ilegalidades no processo.
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