- A operação da Polícia Civil mira contratos ligados ao programa Wi-Fi Livre Comunidades e cumpriu mandados nos endereços do Instituto Conhecer Brasil, da Go Up Entertainment e da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
- Auxiliares da prefeitura de São Paulo criticaram a ação como desnecessária e excessivamente ostensiva, dizendo que parte dos documentos já está disponível em mecanismos de transparência.
- A prefeitura evitou apontar o governador, mas algumas vozes nos bastidores enxergam viés político na operação, sugerindo retaliação contra Tarcísio de Freitas.
- A operação ocorre em cenário de proximidade entre Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes, com disputa interna sobre a execução do contrato do programa.
- A Polícia Civil investiga irregularidades na contratação e execução do Wi-Fi Livre, incluindo possíveis desvios de recursos públicos; a gestão municipal afirma que os 3,2 mil pontos de internet foram entregues e seguem em funcionamento.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação que mira contratos ligados ao programa Wi-Fi Livre Comunidades. A ação ocorreu nesta segunda-feira (1º) e envolveu endereços ligados ao Instituto Conhecer Brasil, à produtora Go Up Entertainment e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. O objetivo é apurar irregularidades na contratação e na execução do programa.
Aliados da Prefeitura de São Paulo relataram incômodo com a operação, afirmando que a medida foi desnecessária e ostensiva. Parte dos documentos apreendidos já estaria disponível em mecanismos de transparência da gestão municipal, segundo fontes.
A operação acontece num contexto de proximidade política entre o prefeito Ricado Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, auxiliares de Nunes disseram não ter responsabilidade pelo governador, enquanto aliados de Tarcísio veem a atuação como independente da Polícia Civil.
Independência da Polícia Civil
Fontes próximas a Tarcísio afirmam que a operação demonstra a independência da instituição, sem interferência política. O governador acompanha o caso, mas não participa das investigações. Segundo essas fontes, a hipótese de retaliação contra o governo estadual é classificada como conjectura.
A gestão municipal sustenta que a rede de internet do programa foi entregue e está em funcionamento, com 3,2 mil pontos disponíveis conforme o planejamento. O desfecho da apuração, contudo, ainda não foi definido.
A apuração envolve mandados em imóveis vinculados ao ICB, à Go Up Entertainment e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A Polícia Civil investiga possíveis desvios de recursos públicos e irregularidades na execução do contrato do programa.
A Secretaria estadual de Segurança Pública foi procurada pela CNN Brasil para comentar o andamento da operação e ainda não havia se manifestado no momento da redação.
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