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Operação policial mira produtora de filme ligada a Bolsonaro por fraude de recursos públicos

Operação investiga fraude em licitação da prefeitura de São Paulo que favoreceu ONG ligada à produtora do filme de Bolsonaro, com pagamentos superfaturados

Polícia faz buscas sobre fraude da Prefeitura de São Paulo em prédio da Secretaria de Inovação Tecnológica
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  • A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação WI-FI para investigar supostos desvios em contrato entre a prefeitura, uma ONG ligada à produtora Go UP Entertainment e a empresa que produz o filme Dark Horse.
  • A investigação envolve o contrato original de 5 mil pontos de Wi‑Fi em áreas periféricas da cidade, com repasses que teriam passado de 108 milhões para 157,1 milhões após aditivos.
  • Segundo as autoridades, pelo menos 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação do serviço, e havia prazos estendidos com três aditivos que elevaram o valor total.
  • Entre os alvos estão a ONG Instituto Conhecer Brasil, a Go UP, Karina Ferreira da Gama e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia; foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão.
  • A apuração também mira possível uso de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse, com movimentações financeiras sob análise do Coaf e relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira a Operação WI-FI, para apurar fraude em licitação da Prefeitura de São Paulo. A investigação mira possível desvio de recursos em contrato com uma ONG ligada à produtora de um filme sobre Jair Bolsonaro. O valor inicial era de 108 milhões.

A licitação foi vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). Além do contrato original, houve cinco aditivos que elevaram o repasse para 157,1 milhões. Segundo as autoridades, pelo menos 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação de serviço.

Entre os alvos estão o ICB, a Go UP Entertainment Ltd, Karina Ferreira da Gama, com origem na sócia da produtora, e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A operação envolve oito mandados de busca e apreensão autorizados pela 1ª Vara Regional da Garantias.

A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, ligado ao DPPC. O inquérito foi aberto pelo MP estadual após denúncia de membro do PT de Sapucaia do Sul (RS).

O objetivo é verificar fraudes na licitação e na execução do contrato, bem como possível desvio de recursos. A Polícia Civil também apura indícios de direcionamento do chamamento público e de sobrepreço em relação a contratos anteriores da Prodam.

Relatórios da Promotoria de Defesa do Patrimônio apontam antecipações de pagamentos de 26 milhões sem a devida prestação de serviço. Em 2024, o ICB recebeu 11 milhões nos meses de julho e agosto, relativos aos pontos de Wi-Fi, com dúvidas sobre a instalação.

A investigação também busca informações do Coaf sobre movimentações do ICL, Go Up e Karina. Há suspeitas de que parte dos recursos tenha sido direcionada à produção do filme Dark Horse, segundo documentos reunidos pela DPPC.

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