- A Polícia Civil cumpriu mandados de busca na Go UP Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e no Instituto Conhecer Brasil.
- A investigação apura irregularidades em contrato entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para oferecer Wi‑Fi gratuito em cinco mil pontos na cidade, com indícios de superfaturamento e desvio de recursos.
- Existe suspeita de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora, conforme documento assinado pelo delegado responsável.
- Policiais também apuram se recursos do Wi‑Fi Livre SP teriam sido usados para financiar a produção de “Dark Horse” por meio de empresas subcontratadas ligadas a Karina Gama.
- O caso se conecta a investigações sobre financiamento do filme, incluindo reportagens que mencionam repasses de recursos por terceiros e declarações de autoridades sobre possíveis irregularidades.
A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão na Go UP Entertainment, produtora do filme Dark Horse, neste 1º de junho de 2026. A operação mira possível desvio de recursos de contrato com a Prefeitura de São Paulo para Wi-Fi gratuito e financiamento da obra sobre Jair Bolsonaro.
As buscas ocorreram na sede da produtora, em um escritório ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, e na residência de Karina, na zona norte da capital. O objetivo é esclarecer indícios de superfaturamento e confusão patrimonial entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go UP Entertainment.
A ação é autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo. Além disso, o caso envolve a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura e investiga se verbas públicas foram usadas para financiar o filme por meio de empresas subcontratadas.
Progresso da investigação e ligações com o filme
Investigações apuram se recursos do programa WiFi Livre SP teriam sido desviados para financiar a produção de Dark Horse. Parte dos recursos teria passado por empresas administradas por Karina Gama, conforme apuração policial.
A reportagem do The Intercept Brasil aponta repasse de 61 milhões de reais ao projeto, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido apoio financeiro, sem admitir irregularidades ou uso de verbas públicas.
A Polícia Federal investiga também se parte desses recursos financiou atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Karina Gama sustenta que não houve aporte de recursos de pessoas ou empresas brasileiras para o filme.
Posicionamento das partes envolvidas
A Go UP Entertainment e a Prefeitura de São Paulo negam irregularidades. A gestão municipal afirmou não ter identificado irregularidades nos serviços do instituto até o momento e disse que, se houver, serão tomadas providências. Karina Gama afirma que o contrato com a prefeitura foi firmado e cumprido de forma regular.
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