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Polícia investiga lavagem de dinheiro e confusão patrimonial na Dark Horse

Operação Wi‑Fi apura repasse indireto de recursos públicos para o filme Dark Horse, com indícios de lavagem de dinheiro e confusão patrimonial envolvendo Karina Gama e Go Up Entertainment

Suspeita de lavagem e confusão patrimonial: o que levou a polícia até a produtora de ‘Dark Horse’
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  • A decisão judicial que autorizou a Operação Wi‑Fi envolve suspeitas de repasse indireto de recursos públicos para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, ligado ao Instituto Conhecer Brasil.
  • Há investigação de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo Karina Ferreira da Gama e a Go Up Entertainment, com Karina recebendo R$ 1 milhão via emenda do deputado Mário Frias.
  • Entre as irregularidades, aparecem quatro faturas da Make Onde Tecnologia Digital Ltda no total de R$ 8,5 milhões sem notas fiscais ou recolhimento, com numeração, data e vencimento iguais e valores fracionados.
  • Também são apuradas notas da Complexys Soluções Integradas no valor de R$ 2 milhões, canceladas no mesmo dia, usadas para justificar despesas; e pagamentos à JR Feijão Ltda de R$ 406 mil em 2024.
  • A Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, atualmente Urban Connect, contratada por 12 milhões, teria recebido R$ 2 milhões até dezembro de 2025, com ausência de dados do representante identificado como Alex, preso por feminicídio.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo desencadearam, nesta segunda-feira, 1º, a Operação Wi-Fi, que investiga fraudes no contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Há suspeita de desvio de finalidade e lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos destinados ao filme Dark Horse.

Entre os alvos, Karina Ferreira da Gama e a empresa Go Up Entertainment são apontadas pela polícia como ligadas à possível lavagem de dinheiro associada ao projeto. Karina teria recebido R$ 1 milhão por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Mario Frias (PL-SP). A defesa não foi localizada até o momento.

A investigação aponta inconsistências como quatro faturas emitidas pela Make Onde Tecnologia Digital Ltda, no total de R$ 8,5 milhões, sem notas fiscais correspondentes ou recolhimento tributário. As faturas teriam data de emissão idêntica e vencimento similar, além de fracionamento para justificar saídas de recursos.

Notas fiscais da empresa Complexys Soluções Integradas, no valor de R$ 2 milhões, teriam sido canceladas no mesmo dia da emissão, mas usadas para comprovantes de despesas com o ICB. Outra empresa, JR Feijão Ltda, com sede no Ceará, teria recebido R$ 406 mil em 2024.

Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, hoje Urban Connect, aparece como subcontratada pelo ICB por R$ 12 milhões. Foram identificados R$ 2 milhões pagos até dezembro de 2025, sem dados completos do representante, identificado apenas como Alex.

Alex Sandro Bispo dos Santos, preso por feminicídio, é apontado como antigo representante da Favela Conectada. Após sua prisão, a empresa foi transferida para uma mulher que residiria no mesmo endereço. A prefeitura negou recursos municipais ao longa sobre Jair Bolsonaro.

A reportagem seguiu contatos com a Prefeitura, a Go Up, o ICB e Karina, sem sucesso de localização de defesas. Em etapas anteriores, Karina, o instituto e a Go Up negaram irregularidades, segundo o Estadão. O espaço permanece aberto para novas informações.

Favela Conectada

A investigação também analisa a subcontratação da Favela Conectada, hoje Urban Connect, por valores próximos a 2 milhões de reais, até dezembro de 2025. A ausência de dados do representante reforça as informações de possível irregularidade.

Avanços judiciais e novas diligências continuam em andamento, com objetivo de esclarecer o funcionamento do financiamento e a cadeia de pagamentos. O Estadão não obteve respostas oficiais de todas as partes até o fechamento desta edição.

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