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Polícia mira dona de produtora de Dark Horse por fraude em pontos de Wi-Fi

Polícia deflagra Operação Wi‑Fi contra ONG em São Paulo; apura superfaturamento em instalação de pontos de Wi‑Fi e contratos com a prefeitura

Polícia mira dona de produtora de Dark Horse por fraude em pontos de Wi-Fi
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  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Wi-Fi contra a ONG Instituto Conhecer Brasil e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, ligada ao filme Dark Horse.
  • Mandados de busca foram cumpridos na sede da ONG, na Go Up e em dois endereços residenciais de Karina, além da sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
  • A investigação mira fraudes na licitação e execução do contrato para instalar cinco mil pontos de Wi-Fi gratuitos em São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, assinado pela prefeitura sob o comando do prefeito Ricardo Nunes.
  • A polícia aponta indícios de irregularidades na contratação, incluindo superfaturamento: máximo de R$ 1.800 por ponto pela ONG, ante R$ 230 a R$ 300 pela Prodam (empresa pública de tecnologia).
  • A prefeitura disse colaborar com as investigações e que o material solicitado já estava disponível; a Go Up já havia sido envolvida em polêmicas anteriores e recebeu investimentos significativos via contratos com a prefeitura.

A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira, 1º, a Operação Wi-Fi contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) por suspeitas de fraudes na instalação de pontos de Wi-Fi em São Paulo. A ação mira também Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse.

A operação envolve mandados de busca e apreensão na sede da ICB, na Go Up e em dois imóveis residenciais de Karina. A sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia também foi alcançada, conforme apuração policial.

A investigação apura irregularidades na licitação e na execução do contrato, além de supostos desvios de recursos públicos.

Contratos públicos e valores

O ICB firmou acordo para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi gratuitos na cidade em 2024, via gestão da prefeitura de São Paulo, sob o então prefeito Ricardo Nunes, no valor de 108 milhões de reais. A Polícia Civil investiga fraudes na licitação, na execução e a eventual ausência de notas fiscais.

Dados da apuração indicam que o orçamento poderia ter sido inflado, com preços acima de padrões de mercado. O ICB estaria cobrando 1.800 reais por ponto, enquanto a Prodam, empresa pública de tecnologia, cobraria 230 reais para instalação e cerca de 300 reais para manutenção.

Contexto empresarial

A Go Up Entertainment, criada para a produção do filme Dark Horse, já havia enfrentado polêmicas recentes. A produtora recebeu investimentos superiores a 100 milhões de reais por meio de contrato com a prefeitura de São Paulo, segundo reportagens.

O conjunto de denúncias envolve também condutas no set do filme, como atrasos, questões de pagamento e alegações de comportamento inadequado. A investigação tramita na 2ª Delegacia de Crimes contra a Administração Pública, da DICCA, ligada ao DPPC.

Observações adicionais

O Governo Federal publicou, no último fim de semana, um streaming público com diversas obras brasileiras, contexto que acompanha a pauta de financiamento cultural local. A prefeitura informou cooperação plena com as autoridades, afirmando que o material solicitado já estava disponível publicamente.

O caso envolve ainda acusações sobre a prestação de contas de contratos com empresas, sem emissão de notas, conforme apurado pela polícia.

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