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PT pede investigação sobre possível elo de aliados de Flávio com CV

PT solicita à PF apurar ligações entre aliados de Flávio Bolsonaro e o Comando Vermelho; assessoria afirma que família não compactua com facções

Na imagem, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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  • Em 1º de junho de 2026, o deputado do PT pediu à Polícia Federal a apuração de ligações entre o entorno político do senador Flávio Bolsonaro e o Comando Vermelho. O documento cita nomes como “Índio do Lixão”, “Dudu” e Gutemberg Fonseca.
  • O texto aponta um possível “circuito de intermediação” envolvendo facção criminosa, agentes públicos, ex-agentes públicos, assessores e operadores políticos ligados a Flávio Bolsonaro.
  • Segundo a petição, mensagens obtidas pela PF indicariam tratativas sobre reuniões com agentes públicos, pedidos de favores e tentativas de nomeações em estruturas do Estado do Rio de Janeiro.
  • O pedido sugere que a proximidade com Flávio Bolsonaro seria utilizada, direta ou indiretamente, para garantir acesso, influência ou proteção a interesses ligados ao Comando Vermelho. A PF não comentou o caso até o momento.
  • A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que a família não compactua com facções e que não há qualquer relação comprovada com grupos armados ou criminosos.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) protocolou na segunda-feira, 1º de junho de 2026, uma notícia de fato junto à Polícia Federal para apurar ligações entre integrantes do entorno político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e membros do Comando Vermelho. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O documento baseia-se em investigações da PF que apontam um possível circuito de intermediação envolvendo facção criminosa, agentes públicos, ex-servidores, assessores e operadores ligados a Flávio Bolsonaro. A petição cita mensagens obtidas em apurações que indicariam tratativas com agentes públicos, pedidos de favores e tentativas de nomeações no estado.

Entre os alvos mencionados, o texto aponta Gutemberg Fonseca, conhecido como Guto, como aliado próximo do senador. A peça questiona se a proximidade teria sido usada para obter acesso, influência política ou proteção a interesses ligados ao grupo criminoso.

O Poder360 procurou a defesa de Gutemberg Fonseca para um posicionamento, sem sucesso até a publicação desta notícia. O jornal manterá a apuração e informará sobre novas manifestações.

Trechos do documento mencionam ainda reuniões envolvendo a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor, o Procon-RJ e a concessionária Enel. Um dos trechos cita a necessidade de acelerar a nomeação de alguém ligado ao grupo investigado.

Também é destacada a prisão de Alessandro Carracena na operação Anomalia, que apura venda de influência política a favor do crime organizado. Segundo a petição, houve identificações de repasses de valores ao ex-secretário.

O texto afirma que não se busca antecipar culpa, mas aponta elementos públicos, verificáveis e relevantes para abrir investigação. O pedido solicita a instauração de inquérito policial ou o aditamento de investigações já em curso.

A PF informou ao Poder360 que não confirma nem comenta sobre apurações em andamento. A assessoria de Flávio Bolsonaro negou que ele ou a família compactuem com facções, ressaltando que não há boletins de ocorrência ou processos que comprovem a tese do PT.

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