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Senador diz que PCC e CV não aceitarão ajuda dos EUA se afetar a economia

Senador alerta cautela com cooperação dos EUA em segurança pública se houver impacto econômico ou soberania; pretende reunião remota para esclarecer desdobramentos

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  • O senador Nelsinho Trad, do PSD, afirmou, no Mercado Aberto do Canal UOL, que cooperação com os EUA na segurança pública pode ser bem-vinda, desde que não afete a soberania ou a economia do Brasil.
  • Ele comentou a classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas e disse que o tema abre várias interpretações, com o Senado avaliando desdobramentos antes de encaminhar medidas.
  • Trad destacou possíveis impactos no agronegócio, na produção e na soberania, e que o Brasil pode acionar canais com o Executivo para tratar da parte comercial.
  • Segundo ele, se a cooperação for limitada apenas à segurança pública, a reação seria positiva; caso haja risco de afetar economia ou soberania, a opinião pública pode divergir.
  • O senador pretende realizar, ainda nesta semana, uma reunião remota da Comissão de Relações Exteriores para ouvir senadores e definir encaminhamentos, buscando evitar polarização e mantendo abertura a interlocução com autoridades americanas.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou que a cooperação com os EUA para reforçar a segurança pública pode ocorrer, desde que não haja impactos econômicos ou questionamentos à soberania nacional. A declaração foi dada durante o programa Mercado Aberto, do Canal UOL.

Trad comentou a classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas, ressaltando que o tema permite várias interpretações. O senador destacou que o Senado discutirá desdobramentos antes de qualquer encaminhamento.

Para ele, cooperação internacional que respeite a soberania é bem-vinda, mas há riscos se houver impacto na economia, na produção e no agronegócio. O parlamentar pediu clareza sobre até onde as medidas vão.

Ele citou que a discussão pode envolver também questões comerciais com o Executivo, caso haja desdobramentos econômicos. A ideia é buscar informações junto às autoridades norte-americanas para entender o alcance.

Trad deixou claro que, se a cooperação ficar restrita à segurança pública, a reação tende a ser positiva. O que muda é o potencial efeito sobre a economia e a soberania, segundo ele.

O senador planeja realizar uma reunião remota da Comissão de Relações Exteriores ainda nesta semana, mesmo com o Congresso em recesso. O objetivo é ouvir membros e definir encaminhamentos legislativos.

Questionado sobre polarização, Trad disse que a ideologização atrapalha o debate. Afirmou que a comissão deve incluir autoridades de diferentes lados para discutir o tema de forma aberta e técnica.

Próximos passos no Senado

Trad pretende ouvir senadores e retomar interlocução com autoridades americanas para esclarecer impactos. A ideia é consolidar um encaminhamento com base em dados e soberania nacional.

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