- O SUS realizou, entre 3 de março e 18 de maio, 883 consultas por vídeo em saúde mental para pessoas viciadas em bets, com média de 12 atendimentos diários.
- As teleconsultas são gratuitas, confidenciais e duram cerca de 45 minutos; cada paciente pode ter até treze atendimentos por ciclo, com participação de psicólogos, psiquiatras e, se houver, familiares, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
- O governo federal avalia que as consultas virtuais alcançam pessoas que não buscariam atendimento presencial por vergonha.
- 519 mil pessoas pediram autoexclusão de sites de bets ao governo nos primeiros cinco meses; a principal motivação, citada por 40%, é a perda de controle sobre o jogo e a saúde mental.
- Deputados do PSOL ao PL propuseram definir bets como produtos de risco à saúde pública, citando estudo do IEPS que estima danos anuais de 38,8 bilhões de reais, sendo 30,6 bilhões relacionados à saúde.
O Sistema Único de Saúde realizou, nos dois primeiros meses de operação, consultas virtuais de saúde mental voltadas a pessoas viciadas em bets. Entre 3 de março e 18 de maio, foram contabilizadas 883 videoconferências com apoio de psicólogos e psiquiatras, com média de 12 atendimentos diários.
As teleconsultas são gratuitas e confidenciais, com duração de cerca de 45 minutos. Cada paciente pode receber até 13 atendimentos por ciclo, em sessões individuais ou em grupo, com participação de familiares e da rede de apoio. O SUS atua em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
O governo federal afirma que as consultas online alcançam pessoas que não buscariam atendimento presencial por vergonha de reconhecer o vício e o endividamento familiar.
Autoexclusão de sites de bets
Segundo a Coluna do Estadão, 519 mil pessoas solicitaram ao Ministério da Fazenda a autoexclusão de sites de apostas nos primeiros cinco meses de funcionamento da plataforma. O principal motivo, citado por 40% dos usuários, é a perda de controle sobre o jogo.
Regulação e custos associados
Nestes últimos dias, parlamentares do PSOL ao PL apresentaram proposta para classificar as bets como produtos de risco à saúde pública, ampliando o poder regulatório do Ministério da Saúde. O texto cita estudo do IEPS que estima danos da prática em cerca de 38,8 bilhões de reais por ano, sendo 30,6 bilhões relacionados à saúde.
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