- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que Jair Bolsonaro discutiu com ele lançá-lo candidato do bolsonarismo à Presidência, mas Tarcísio preferiu ficar em São Paulo.
- Tarcísio disse que a ideia foi discutida algumas vezes, mas o objetivo dele é permanecer no governo paulista, porque o estado é o maior colégio eleitoral do Brasil.
- Ele revelou que, dentro de um grupo político, cada um tem um papel e que sua função é de contenção em território paulista, para não prejudicar a eleição nacional.
- O governador reiterou que seu candidato à Presidência é o senador Flávio Bolsonaro e que acredita na lealdade a Jair Bolsonaro, atribuindo a Flávio a coordenação da campanha em São Paulo.
- Tarcísio criticou a prisão de Bolsonaro, dizendo que houve “grande maldade” e que a Justiça ainda vai prevalecer; ele considera Bolsonaro uma liderança incontestável.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirma que Jair Bolsonaro discutiu, em várias ocasiões, a possibilidade de lançá-lo como candidato do bolsonarismo à Presidência neste ano. Tarcísio contou isso em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan FM.
Ele explicou que não houve indicação formal, e que sua resposta foi permanecer em São Paulo, afirmando que o estado é o maior colégio eleitoral do Brasil. O governador disse ter avaliado os riscos de abrir mão do comando paulista para uma campanha federal.
Tarcísio ressaltou que, dentro de um grupo político, é preciso definir o papel de cada membro. Disse enxergar a função de contenção no território paulista e que deixar o posto poderia prejudicar a eleição nacional.
Apoio a Flávio Bolsonaro
O governador reiterou que seu candidato à Presidência é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Atribuiu à ligação de Bolsonaro com a política nacional a sua entrada no cenário público e a chance de ter sido ministro.
Segundo Tarcísio, desde o início deixou clara a disposição de apoiar Bolsonaro ou o indicado por ele. Como Bolsonaro indicou Flávio, afirmou que o senador será o nome a coordenar a campanha em São Paulo.
O chefe do Executivo paulista elogiou também outros pré-candidatos de direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, mas afirmou que não acredita haver espaço para lideranças regionais no cenário nacional, em um quadro polarizado entre Lula e Flávio.
Críticas à prisão de Bolsonaro
Tarcísio voltou a defender Bolsonaro, chamando de injusta a prisão do ex-presidente e argumentando que houve uma série de fragilidades no processo. Ele apontou a importância do apoio popular e a capacidade de mobilização de Bolsonaro.
O governador disse que não mantém contato recente com o ex-presidente por conta da agenda, mas afirmou que pretende procurá-lo. Desse modo, reforçou a relação de amizade e proximidade com Bolsonaro.
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