- O governador Tarcísio de Freitas chamou Haddad de “melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”, em crítica à carga tributária que, para ele, fez empresas brasileiras irem para o Paraguai.
- Em outubro, Tarcísio e Haddad vão disputar o Palácio Bandeirantes; eles já se enfrentaram quatro anos atrás.
- Tarcísio afirmou que nunca se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro e que não investiu recursos dos fundos de pensão do estado em CDBs do banco Master.
- A entrevista foi ao programa Pânico, da Jovem Pan, onde o governador citou que a política em São Paulo é diferente da prática associada ao caso Master.
- Sobre o caso Master, a PF apontou proximidade entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e Vorcaro, com registros de encontros em Nova York pagos pelo banqueiro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), afirmando que ele seria o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, em referência à alta carga tributária que, segundo ele, teria levado indústrias brasileiras para o país vizinho. A declaração ocorreu durante entrevista no programa Pânico, da rádio Jovem Pan.
Tarcísio afirmou que Haddad, após deixar o cargo, produz conteúdo nas redes sociais atacando o governador sem apresentar propostas para São Paulo. O governador repetiu que não mantém encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Master, e disse não ter investido recursos dos fundos de pensão do estado em CDBs do banco.
Segundo o apresentador da rádio, as falas de Haddad teriam relação com a disputa pela Prefeitura de São Paulo e pela cadeira de governador no estado. O governador destacou que, no modelo de gestão de São Paulo, não houve indicações de secretarias ou reguladores pela bancada partidária, diferente de outros blocos.
Contexto político e ligações com o Master
Tarcísio insistiu na defesa da atuação pública sob critérios de gestão local e citou que não houve vínculos com Vorcaro. Ele ressaltou que, em São Paulo, não houve reuniões com o banqueiro nem investimentos de fundos de pensão em ativos do Master. Afirmou ainda que a política paulista segue uma linha diferente da praticada no Rio de Janeiro.
O governador reiterou o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e concordou com a classificação norte-americana de organizações criminosas como terroristas. Em relação às investigações em curso, ele disse que cada país tem autonomia para definir classificações de organizações criminosas, mantendo o foco na segurança pública.
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