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TCE recomenda rejeição das contas de 2025 de Cláudio Castro no RJ

TCE-RJ recomenda rejeição das contas de 2025 de Cláudio Castro por falhas no Rioprevidência e aportes de fundos, envio à Assembleia Legislativa

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), durante o 28º Fórum Regional de Fortalecimento da Rede de Parcerias
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  • O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro recomendou a rejeição das contas de 2025 do governo de Cláudio Castro por 3 votos a 1.
  • O relatório aponta falhas no balanço do Rioprevidência, incluindo perdas não consideradas no Banco Master, estimadas em quase R$ 2 bilhões.
  • Também houve inconsistências nos aportes de fundos da Mirai Asset (R$ 2,6 bilhões) e no banco Genial (R$ 1,7 bilhão), além de superavaliação de caixa em R$ 823 milhões.
  • Houve determinação de auditorias especiais sobre benefícios fiscais, principalmente para o Grupo Refit; a Polícia Federal investiga as ligações entre a empresa, Castro e outras figuras públicas.
  • O relatório será encaminhado à Assembleia Legislativa para decisão, e a assessoria de Castro ainda não havia se manifestado ao fim da reportagem.

O TCE-RJ recomendou neste 1º de outubro a rejeição das contas do governo de Cláudio Castro (PL) referentes a 2025. O relatório aponta falhas nos balanços estaduais, incluindo questões no Rioprevidência, alvo de investigação da Polícia Federal.

Por 3 votos a 1, os conselheiros entenderam que houve inconsistência nos números apresentados ao governo e aos cofres públicos. O parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para deliberar sobre a aprovação ou rejeição das contas.

Procurada, a assessoria de Castro informou que se manifestaria sobre o parecer em breve, mas ainda não havia se posicionado até a publicação. A defesa não detalhou prazos para resposta.

Conforme voto do conselheiro José Gomes Graciosa, o balanço do Rioprevidência não considerado eventuais perdas de investimentos no Banco Master, estimadas em quase 2 bilhões de reais. Também houve falhas nas classificações de aportes em fundos.

O conselheiro apontou ainda superavaliação de 823 milhões de reais na disponibilidade de caixa apresentada nos relatórios fiscais em relação aos dados bancários. A recorrência de divergências foi destacada como fragilidade nos controles.

Na avaliação, foram identificadas cinco irregularidades e 12 impropriedades nas contas de Castro. Outro conselheiro havia defendido encaminhar parecer preliminar pela aprovação com ressalvas.

Auditorias especiais foram determinadas sobre benefícios fiscais concedidos pelo estado, especialmente para o Grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro. A Polícia Federal investiga vínculos entre a empresa e Castro.

Castro também é alvo de apurações da PF por relações com Magro e com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ex-governador nega as suspeitas. Ele chegou a desistir da pré-candidatura ao Senado após as ações.

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