- Justiça bloqueou os bens do vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, e de sua ex-mulher Adriana Canes Peçanha, suspeitos de forjar uma união estável para obter pensão.
- Investigações apontam que, pouco mais de dez meses após o divórcio, Hélio registrou união estável com Ângela Marília de Moraes Peçanha, tia de Adriana, que tinha 83 anos à época, e ganhou uma procuração para movimentar as contas da idosa.
- Ângela, nascida em 1931, trabalhou na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro e morreu em 2017; após o falecimento, o INSS negou a pensão, mas Rioprevidência a aprovou e passou a pagar valores mensais.
- Segundo o Ministério Público, os pagamentos superaram setenta mil reais por mês, com transferências mensais entre Hélio e Adriana, indicando um acordo para dividir o dinheiro.
- O Rioprevidência já suspendeu o benefício; foram bloqueadas contas bancárias, imóveis, veículos e criptomoedas dos investigados, que foram denunciados por estelionato qualificado e falsidade ideológica.
A Justiça determinou o bloqueio de bens do vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, e de sua ex-mulher, Adriana Canes Peçanha. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de fraude em uma união estável para obter pensão por morte.
Segundo o MPRJ, a investigação aponta que, ao longo de mais de sete anos, o casal recebeu quase 7 milhões de reais em valores brutos por meio de pensão. A denúncia envolve estelionato qualificado e falsidade ideológica.
O litígio aponta que Hélio, casado com Adriana até 2013, registrou união estável com Ângela Marília de Moraes Peçanha, tia de Adriana, que tinha 83 anos na época. Ângela morreu em 2017, sem filhos, o que, segundo o MPRJ, facilitou o benefício mensal.
A decisão judicial suspendeu os pagamentos e bloqueou contas, imóveis, veículos e criptomoedas dos investigados. O Rioprevidência informou que já interrompeu o benefício e acompanha o processo junto à PGE-RJ.
Medidas e andamento do caso
O Rioprevidência também reforçou que está com o processo em curso e que, assim que houver novas informações, serão comunicadas às autoridades competentes. O MPRJ solicitou continuidade das medidas legais para responsabilização dos envolvidos.
O Poder Público destaca que as investigações continuam para esclarecer a participação de terceiros e o alcance do suposto esquema. A defesa de Hélio e Adriana não teve contato efetivo divulgado nesta reportagem.
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