- A administração Trump enfrenta divisão interna sobre regulação de IA após cancelar uma ordem executiva prevista para 21 de maio.
- Há esforços para resgatar a ordem em formato revisado, com discussões sobre quais pontos manter ou excluir.
- A proposta contestada apresentava um marco voluntário para que laboratórios de IA compartilhassem modelos com o governo antes do lançamento público, para avaliação de cibersegurança.
- Líderes da administração, como a chefe de gabinete Susie Wiles e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, buscam alinhar as concorrentes facções e avançar a regulamentação.
- Críticos, incluindo o ex-czar de IA David Sacks, defendem menos regulação e destacam a necessidade de manter a inovação, enquanto o governo tenta manter o equilíbrio entre segurança e competitividade.
Em Washington, o governo americano encara uma batalha interna sobre a regulação de IA após a suspensão de uma ordem executiva anunciada pela Casa Branca. O objetivo era criar normas e um framework para avaliar modelos de IA antes de seu lançamento público, com participação de laboratórios como OpenAI, Anthropic e Google. A aposta era de que a regulação fortaleceria a segurança cibernética e a competição global.
Na prática, o anúncio foi cancelado por Donald Trump horas antes da cerimônia de assinatura, em 21 de maio. A justificativa foi de que a medida poderia frear a competitividade interna e reduzir a vantagem dos EUA frente à China na corrida por IA. A decisão intensificou a crise entre quem defende regras mais robustas e quem teme brechas regulatórias.
Aqueles próximos ao processo veem o tema como essencial para a segurança nacional, diante de avanços como Mythos da Anthropic e GPT-5.5 da OpenAI. O rascunho da ordem sugeria que laboratórios enviassem modelos até 90 dias antes do lançamento público para avaliações de cybersecurity.
Contexto e atores-chave
Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, lidera um grupo de autoridades que tentam ressuscitar a ordem executiva, incluindo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o diretor nacional de cibersegurança, Sean Cairncross. Bessent tem atuado como peça central, mantendo contatos com executivos de IA para avançar um caminho regulatório.
Diante desse movimento, ex-gestor de IA da administração, David Sacks, tem se posicionando contrariamente a uma regulação onerosa, conforme relatos recentes. Sacks defende que regulamentos desnecessários prejudicam a inovação e pressionou Trump a adiar a assinatura.
Alguns integrantes do governo divergem sobre o ritmo e o desenho da regulação. O porta-voz da Casa Branca, Liz Huston, afirmou que a equipe busca equilíbrio entre inovação e salvaguardas. Em paralelo, o Pentagon já sinaliza participação mais discreta, com foco em acesso a modelos avançados para defesa.
Perspectivas e próximos passos
Entidades como o Centro para Padrões e Inovação em IA e a agência de defesa já atuam para ter visão sobre fronteiras de uso de IA, ainda que com papéis não uniformes. A ideia é manter uma linha de trabalho que possa ser retomada se houver consenso dentro da administração.
Ao longo das últimas semanas, a dinâmica interna segue em evolução, com o objetivo de alinhar posições entre as diferentes esferas do governo. A expectativa é de que novas discussões ocorram para definir se existe espaço para uma versão revisada da ordem executiva.
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