- Alckmin reagiu com indignação às novas tarifas dos EUA, dizendo que a medida é injusta e que “falsos patriotas” atuam como sabotadores do Brasil.
- Ele afirmou que as tarifas podem impactar negativamente empresas, empregos e renda no país.
- O vice-presidente defendeu o Pix como patrimônio nacional e afirmou que o sistema de pagamentos não deve entrar na investigação da Seção 301.
- Durigan disse que o governo não discutirá o tema com os EUA; Alckmin destacou avanços do Brasil no combate à corrupção e a queda no desmatamento na Amazônia.
- O governo pretende dialogar com o USTR para tentar reverter a recomendação, buscando proteger a soberania financeira do Brasil.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro da Fazenda, criticou duramente a recomendação de novas tarifas dos Estados Unidos, chamando a medida de injusta. Ele apontou que interesses pessoais de adversários atrapalham o Brasil, sem mencionar o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
O vice-presidente alertou sobre impactos negativos para a economia nacional, afirmando que tarifas elevadas prejudicam empresas, empregos e renda. O comentário ocorreu em meio a debates sobre sanções e política externa.
Pix como patrimônio nacional e símbolo de soberania financeira foi tema central do pronunciamento. Alckmin argumentou que o sistema de pagamentos é importante para o povo brasileiro e não deve ser alvo de pressões externas.
Pix e soberania
Dario Durigan, ministro da Fazenda, informou que o governo não discutirá mudanças no Pix com os EUA. Ele reiterou o compromisso de proteger o sistema de pagamentos como parte da soberania econômica.
Alckmin também mencionou o tratamento igualitário a grandes empresas de tecnologia, ressaltando atuação brasileira frente a questões regulatórias e concorrenciais.
O vice lembrou que o Brasil adotou dezenas de medidas de combate à corrupção nos últimos anos e citou a participação de patentes, destacando a presença de patentes americanas no Brasil para justificar segurança jurídica.
Comércio e desmatamento
A fala incluiu críticas a críticas dos EUA sobre desmatamento, com defesa de que o agronegócio brasileiro não deve sofrer prejuízos; ele citou queda histórica no desmatamento da Amazônia, enfatizando metas para 2030.
Sobre etanol e açúcar, o evento reforçou a tarifa brasileira de importação de etanol e as tarifas norte-americanas, apontando desequilíbrios que prejudicam o Brasil.
A balança comercial com os EUA é apontada como favorável aos norte-americanos, com um superávit de cerca de US$ 40 bilhões, segundo o relato de Alckmin. Ele citou tarifas zero para oito dos dez principais produtos.
Reação do governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será atuante para barrar a recomendação, com o governo buscando diálogo com o USTR para reverter a medida, afirmou Alckmin. Não houve confirmação de mudanças rápidas no posicionamento.
A reportagem segue com a cobertura de desdobramentos, estratégias diplomáticas e impactos previstos sobre empresas nacionais e setores exportadores.
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