- O senador Camilo Santana (PT) comentou a proposta de tarifa de 25% do governo dos EUA sobre produtos brasileiros, durante o 14º Fórum de Lisboa, em 2 de junho de 2026.
- Santana afirmou que é triste ver a família Bolsonaro defendendo os EUA em vez da economia brasileira e dos empresários nacionais.
- O petista relembrou a primeira tentativa de tarifa de cinquenta por cento e elogiou o governo do presidente Lula por enfrentar Trump e não se submeter a decisões sem justificativa.
- Ele criticou a ida do filho de Bolsonaro aos EUA e afirmou que Trump agiu de forma unilateral, citando impactos no Pix brasileiro e discussões sobre regulação de redes e liberdade de expressão.
- Por fim, o senador disse que o Brasil busca manter relações diplomáticas com os EUA, respeitando a soberania brasileira.
O senador Camilo Santana (PT) comentou a proposta do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A fala ocorreu nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, durante painel no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal. Atarifa seria aplicada sem diálogo prévio com o Brasil, segundo o senador.
Santana classificou a posição como grave para a relação econômica entre os dois países. Ele afirmou que há uma defesa da intervenção dos EUA na economia brasileira por parte de membros da família Bolsonaro, o que, na visão dele, contrasta com os interesses nacionais.
O parlamentar relembrou a tentativa anterior de tarifa de 50% e afirmou que, naquela ocasião, o governo brasileiro abriu espaço para o diálogo. Disse que o presidente Lula enfrentou Trump de forma firme, sem aceitar medidas sem justificativa.
Santana citou ainda o apoio recente de Flávio Bolsonaro a medidas unilaterais, destacando que a tarifa de 25% envolve questões do Pix brasileiro e regulações sobre redes e plataformas digitais, sob o argumento de liberdade de expressão.
14º Fórum de Lisboa
O debate ocorre na Universidade de Lisboa, entre 1º e 3 de junho, com o tema Nova ordem internacional, tecnologia e soberania. Participam autoridades como Gabriel Galípolo, Magda Chambriard e Aloízio Mercadante, além de representantes internacionais.
O Fórum registra recorde de participantes, cerca de 450, frente a 360 em 2025. Segundo organizadores, houve ajuste na participação de palestrantes internacionais, mantendo o Brasil e Portugal como líderes das discussões. A chancela de AltoPatrocínio é concedida pela Presidência da República Portuguesa.
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