- A ADPESP rebateu Flávio Bolsonaro e Ricardo Nunes por apontarem motivação política na operação da Polícia Civil contra a produtora Go UP Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada ao filme Dark Horse.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da produtora e no escritório do ICB; a investigação foca um contrato de R$ 108 milhões com a gestão de Nunes para instalar wi‑fi gratuito em bairros carentes de São Paulo.
- O presidente da ADPESP, André Santos Pereira, afirmou que a ação segue o rito legal e que ninguém está acima da lei; o Tribunal de Contas do Município apontou vinte irregularidades no edital, mas o certame foi mantido.
- Flávio Bolsonaro disse que há motivações eleitorais na operação; Nunes afirmou haver perseguição política e desrespeito à democracia, e a sede da secretaria municipal também foi alvo.
- O governador Tarcísio de Freitas destacou a autonomia da Polícia para investigar, afirmando que a operação foi decorrente de uma demanda do Ministério Público.
A ADPESP rebateu acusações feitas por Flávio Bolsonaro e Ricardo Nunes, defendendo que a operação da Polícia Civil contra a produtora Go UP Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi técnica e não política. A apuração mira um contrato de R$ 108 milhões com a gestão de Nunes, que previa wi‑fi gratuito em bairros carentes de São Paulo.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da produtora, responsável pelo filme Dark Horse, e no escritório do ICB. Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go UP e presidente do ICB, figura como centro das investigações relacionadas ao acordo com a prefeitura.
A atuação foi contestada pela liderança da entidade de delegado, que afirmou que o processo segue o rito legal e que ninguém está acima da lei. O Tribunal de Contas municipal apontou 20 irregularidades no edital, mas o certame foi mantido pela prefeitura.
Contexto da investigação
A Go UP e o ICB também estão vinculados a debates sobre financiamento do projeto Dark Horse, com versões que apontam repasses variados envolvendo atores ligados ao ex‑governo Bolsonaro. Documentos apontam movimentação de recursos entre diferentes etapas do financiamento.
Flávio Bolsonaro ressaltou que a investigação pode ter motivações eleitorais, sem indicar prova de perseguição estatal. Por sua vez, Nunes repudiou a ideia de perseguição política e afirmou que o episódio desrespeita a democracia.
A sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia foi alvo da operação, que também levantou dados sobre contratos existentes com a prefeitura. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a Polícia Civil tem autonomia para conduzir as investigações, sem interferência do poder público.
Entre na conversa da comunidade