- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que pode haver a abertura de inquérito para apurar envio de recursos de Vorcaro aos EUA para financiar o filme Dark Horse.
- A PF suspeita que parte desses recursos tenha custeado despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro de 2025, e pode ter apoiado ações de aliados do ex-presidente junto ao governo Trump.
- A PF analisou representações recebidas e encaminhou uma delas à PGR para manifestação sobre conteúdo, foro adequado e eventual relator do processo.
- Há três caminhos para o desdobramento: agregar ao caso do Master sob relatoria de André Mendonça, distribuir sob Moraes ou por sorteio a outro integrante do STF.
- Os recursos teriam sido transferidos pela Entre Investimentos e Participações a um fundo controlado por aliados de Eduardo no Texas; Eduardo nega irregularidades e afirma que aportes foram a um fundo específico da produção.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de um inquérito para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos Estados Unidos, sob a alegação de financiar o filme Dark Horse. A investigação pode envolver uso de dinheiro no exterior.
A PF analisou representações recebidas sobre o tema e repassou uma delas à PGR para manifestar-se sobre o conteúdo, foro adequado e eventual relator do processo. A instituição também definiu que o caso pode exigir apuração específica.
Três caminhos foram citados pelo diretor: o caso pode ser agregado ao inquérito do Master, sob relatoria de André Mendonça, no STF; pode ficar sob a relatoria de Alexandre de Moraes; ou ser distribuído por sorteio a outro ministro da Corte.
Desdobramentos e próximos passos
Segundo a PF, os recursos teriam saído da Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, sediado no Texas. A PF busca confirmar se o dinheiro foi usado para financiar o filme ou para custear a vida de Eduardo nos EUA.
Eduardo Bolsonaro reside nos EUA desde fevereiro de 2025 e é réu em ação no STF sob acusação de coação, relacionada a supostas tentativas de sanções contra o Brasil. A denúncia foi apresentada pela PGR em setembro de 2025, após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
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