- A Polícia Federal deflagrou a operação Benaia para desarticular um esquema de corrupção envolvendo um servidor público federal, ex-chefe da Receita Federal em Itajaí, em Santa Catarina.
- A investigação aponta que ele recebeu ao menos R$ 2 milhões de empresas para facilitar processos aduaneiros e ainda teria criado mecanismos de logística a pedido dos empresários.
- Ao todo, são 24 mandados de busca em endereços ligados aos suspeitos nos estados de Santa Catarina e São Paulo, além do afastamento de funções públicas do investigado.
- Os agentes detectaram uso de empresas de familiares para ocultar, dissimular e dar aparência de legalidade aos valores recebidos ilegalmente.
- As diligências devem seguir para identificar novos elementos probatórios, outros possíveis envolvidos e eventuais crimes adicionais, com acompanhamento da Receita Federal em algumas buscas autorizadas pela Justiça.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a operação Benaia, visando desarticular um esquema de corrupção com atuação de servidor público federal. A investigação envolve prática de crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O alvo principal é um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí, apontado como quem tinha poder para facilitar processos aduaneiros e influenciar decisões. Segundo as autoridades, ele teria recebido ao menos R$ 2 milhões para atuar a favor de empresários.
A PF cumpre 24 mandados de buscas em endereços ligados aos investigados nos estados de Santa Catarina e São Paulo, além de afastar o servidor de suas funções públicas. A força tarefa também apura uso de empresas de familiares para dissimular valores ilícitos.
A investigação, que envolve a Receita Federal com acompanhamento em alguns endereços, aponta que o investigado criava mecanismos de logística a pedido dos empresários, buscando dar aparência de legalidade aos recursos recebidos.
Mandados de busca e apreensão estão distribuídos em diferentes cidades: Itajaí, Guarulhos, São Paulo, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos, Hortolândia e Campinas. Ao todo, foram designadas 24 ações em conjunto com a Justiça.
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