- Flávio Bolsonaro e Romeu Zema se encontraram pela primeira vez em Belo Horizonte, durante a exposição Megaleite, após a polêmica sobre o financiamento do filme Dark Horse.
- O encontro contou com a participação de Ronaldo Caiado, que também esteve presente na abertura do evento e reforçou a ideia de uma candidatura de direita unida.
- Flávio disse que há responsabilidade de tirar o PT de perto do poder e afirmou que Caiado e Zema também serão alvo; destacou a necessidade de união entre candidatos de centro-direita.
- Zema classificou o episódio envolvendo Vorcaro como imperdoável; Flávio afirmou que não houve irregularidades e prometeu apresentar o contrato e a prestação de contas dos 61 milhões recebidos.
- O tom do encontro foi de coalizão contra o PT, com Flávio defendendo redução de tributos, renegociação de dívidas de produtores rurais e investimentos em tecnologia a partir de 2027.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) se encontraram nesta terça-feira (2), em Belo Horizonte, durante a feira Megaleite. O encontro foi a primeira iniciativa pública entre eles desde a divulgação de conversas envolvendo financiamento do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. O episódio envolve pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro.
Os pré-candidatos a presidente participam de evento voltado ao agronegócio e fortaleceram a pauta da união da direita. Flávio citou a responsabilidade de unir candidaturas contra o PT, mencionando também Ronaldo Caiado. A ideia de parceria entre Caiado, Zema e ele foi central no discurso de abertura.
Controvérsia e posicionamentos
Antes da abertura, o grupo brindou com leite, símbolo do agronegócio. O áudio e as mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostraram a cobrança de Vorcaro para financiar o filme, segundo reportagem. Zema classifica o episódio como imperdoável e mantém críticas à atuação de Flávio.
Flávio negou irregularidades na tratativa e disse que apresentará o contrato e a prestação de contas dos 61 milhões repassados por Vorcaro. Zema manteve críticas e chegou a comparar a candidatura de Flávio a favorecer a reeleição de Lula, sem reconhecimento de culpa por parte de Flávio.
Flávio afirmou que Zema, Caiado e eventuais aliados devem permanecer unidos para enfrentar o PT. O senador ressaltou que a oposição precisa libertar mais de 50 milhões de brasileiros de áreas dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho, mantendo o tom de defesa de ações no Congresso.
Propostas e perspectivas
O senador reafirmou a defesa da redução da carga tributária, além de trabalhar pela renegociação de dívidas de produtores rurais. Também citou maior contingenciamento orçamentário para recursos emergenciais ambientais. A expectativa é ter governança com foco em tecnologia a partir de 2027.
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