- O presidente Lula associou a taxação de 25% imposta pelos EUA aos “meninos de Bolsonaro”.
- Ele lembrou que, no ano passado, quando Donald Trump anunciou a primeira tarifa, o senador Flávio Bolsonaro agradeceu o republicano nas redes.
- Lula citou postagens atribuídas a Flávio e a outro filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, que teriam celebrado a taxação e mencionado a lei Magnitsky.
- O petista afirmou, em Catalão, Goiás, que os Estados Unidos tinham superávit com o Brasil nos últimos quinze anos, superior a US$ 415 bilhões, e que caberia ao Brasil aumentar a taxação.
- Recentemente, Lula e Flávio tiveram encontros com Trump; o senador pediu para o Brasil não impor tarifas, mas a visita ficou com saldo negativo para o Planalto, após os EUA classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinculou a taxação de 25% sobre produtos brasileiros pelos EUA aos chamados meninos de Bolsonaro. A afirmação ocorreu nesta terça-feira, 2 de junho, durante agenda em Catalão, Goiás.
Lula citou mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em que o senador agradecia a Donald Trump por ações consideradas favoráveis a um endurecimento comercial. O petista associou esses relatos a uma postura pró-Trump adotada por integrantes da família do ex-presidente.
O chefe do Executivo destacou que, segundo ele, os EUA apresentaram superávit com o Brasil nos últimos 15 anos, estimado em mais de US$ 415 bilhões. Por isso, afirmou que, sob sua visão, o Brasil deveria ter aumentado a taxação, não o contrário.
Durante a própria agenda, Lula lembrou que no passado Trump também teve ações de comunicação pública com críticas ao Brasil. O presidente ressaltou que, na época, o Brasil criticou informações veiculadas pelo governo estadunidense.
Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro tiveram encontros com Trump. O senador esteve na Casa Branca na semana anterior e afirmou ter pedido para evitar tarifas brasileiras. O desfecho, porém, foi favorável aos EUA, com decisão recente de classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas.
Contexto das relações Brasil-EUA
- A reunião com Trump e as declarações recentes influenciam o tom do debate sobre tarifas.
- O governo brasileiro sinaliza oposição a medidas que consideram prejudiciais ao comércio.
- A discussão envolve também ataques a intervenções de política externa nas últimas semanas.
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