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Lula atribui taxação dos EUA a aliados de Bolsonaro

Lula vincula a taxação dos EUA aos 'meninos de Bolsonaro', citando tweets dos filhos e mencionando a lei Magnitsky e o saldo comercial entre os países

Olha o que ele tuitou: ‘Obrigada, Trump. Faça o Brasil livre de novo, queremos o Magnitsky.’ A lei pune os brasileiros, que sequestra o dinheiro dos brasileiros que possam ter qualquer coisa nos EUA, inclusive o Alexandre de Moraes, que foi o ministro [do Supremo Tribunal Federal] que condenou o [Jair] Bolsonaro. (...) O outro filho dele [Bolsonaro] também agradeceu ao presidente Trump: ‘Vamos em rumo à lei Magnitsky’, Eduardo Bolsonaro criticando o Brasil e parabenizando o Trump pela taxação ”, recordou Lula.
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  • O presidente Lula associou a taxação de 25% imposta pelos EUA aos “meninos de Bolsonaro”.
  • Ele lembrou que, no ano passado, quando Donald Trump anunciou a primeira tarifa, o senador Flávio Bolsonaro agradeceu o republicano nas redes.
  • Lula citou postagens atribuídas a Flávio e a outro filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, que teriam celebrado a taxação e mencionado a lei Magnitsky.
  • O petista afirmou, em Catalão, Goiás, que os Estados Unidos tinham superávit com o Brasil nos últimos quinze anos, superior a US$ 415 bilhões, e que caberia ao Brasil aumentar a taxação.
  • Recentemente, Lula e Flávio tiveram encontros com Trump; o senador pediu para o Brasil não impor tarifas, mas a visita ficou com saldo negativo para o Planalto, após os EUA classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinculou a taxação de 25% sobre produtos brasileiros pelos EUA aos chamados meninos de Bolsonaro. A afirmação ocorreu nesta terça-feira, 2 de junho, durante agenda em Catalão, Goiás.

Lula citou mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em que o senador agradecia a Donald Trump por ações consideradas favoráveis a um endurecimento comercial. O petista associou esses relatos a uma postura pró-Trump adotada por integrantes da família do ex-presidente.

O chefe do Executivo destacou que, segundo ele, os EUA apresentaram superávit com o Brasil nos últimos 15 anos, estimado em mais de US$ 415 bilhões. Por isso, afirmou que, sob sua visão, o Brasil deveria ter aumentado a taxação, não o contrário.

Durante a própria agenda, Lula lembrou que no passado Trump também teve ações de comunicação pública com críticas ao Brasil. O presidente ressaltou que, na época, o Brasil criticou informações veiculadas pelo governo estadunidense.

Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro tiveram encontros com Trump. O senador esteve na Casa Branca na semana anterior e afirmou ter pedido para evitar tarifas brasileiras. O desfecho, porém, foi favorável aos EUA, com decisão recente de classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas.

Contexto das relações Brasil-EUA

  • A reunião com Trump e as declarações recentes influenciam o tom do debate sobre tarifas.
  • O governo brasileiro sinaliza oposição a medidas que consideram prejudiciais ao comércio.
  • A discussão envolve também ataques a intervenções de política externa nas últimas semanas.

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