- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o senador Flávio Bolsonaro pediu a Donald Trump para intervir no Pix brasileiro.
- Flávio Bolsonaro reuniu-se com o ex-presidente dos EUA na Casa Branca, acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro.
- Nos EUA, facções brasileiras passaram a ser classificadas como terroristas, e houve críticas de que o Pix prejudicaria empresas americanas.
- O governo americano também indicou possível taxação de 25% sobre produtos brasileiros, com impacto em cerca de 21% das exportações ao mercado dos Estados Unidos.
- A Federação Brasileira de Bancos defendeu o Pix, chamando-o de infraestrutura de pagamento que favorece a competição e o funcionamento do sistema financeiro.
Em Rio Verde (GO), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o clã Bolsonaro acionou os Estados Unidos para interferir no Pix brasileiro. O pronunciamento ocorreu durante evento no Hospital Universitário nesta terça (2).
Lula afirmou que Flávio Bolsonaro pediu a intervenção a Trump, em Washington, acompanhado de Eduardo Bolsonaro. O presidente disse que não aceitaria qualquer interferência externa que prejudique o país.
No mês passado, Flávio Bolsonaro reuniu-se com Trump na Casa Branca; na ocasião, o encontro também foi acompanhado de outras lideranças bolsonaristas. A reunião gerou repercussão sobre decisões de política econômica.
Interferência e Pix
Poucos dias depois, o governo americano classificou facções criminosas brasileiras como terroristas e apresentou críticas ao Pix, sugerindo impactos a empresas de pagamento. A medida gerou abalo no debate sobre tarifas e competitividade.
O MDIC informou que uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, proposta pelos EUA, afetaria cerca de 21% das exportações no mercado norte-americano, elevando custos a setores exportadores.
Flávio Bolsonaro, em redes sociais, afirmou ter solicitado a Trump que não taxe produtos brasileiros e disse ter enviado uma carta ao presidente norte-americano reiterando o posicionamento dele.
Pix é defendido pela Febraban, que sustenta tratar-se de infraestrutura de pagamentos, não de produto comercial. A entidade aponta que a inovação favorece a competição e o funcionamento do sistema financeiro.
Saúde pública e tecnologia
Em Catalão, Lula visitou o Hospital Universitário, que atende integralmente pelo SUS. O objetivo foi destacar avanços na saúde pública, como a cirurgia robótica Da Vinci X realizada no Centro-Oeste.
Dois pacientes com câncer de próstata foram operados com o sistema robótico e seguem em recuperação. O governo diz que a tecnologia amplia acesso a procedimentos de alta complexidade no SUS.
O presidente ressaltou que radioterapia deve ter acesso gratuito a todos os brasileiros, afirmando que o SUS é um dos pilares de equalização no país. Em tom pessoal, mencionou tratamento para câncer de pele.
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