- O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que avalie possíveis prejuízos a empresas e bancos brasileiros provocados pela decisão dos EUA de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas.
- A reunião ocorreu na segunda-feira (1º), no Palácio da Alvorada.
- A principal preocupação é o impacto de protocolos externos sobre a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais.
- O governo teme que discricionariedade excessiva dos EUA gere prejuízos irreais à economia brasileira e quer evitar qualquer dano.
- Durigan informou que há interesse em dialogar com autoridades dos EUA, especialmente o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e citou a viagem a China e Japão para apresentar o Eco Invest Brasil e dados do PIB, com crescimento de 1,1% no 1º trimestre e 3,5% na formação bruta de capital fixo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que avalie os possíveis prejuízos a empresas e a bancos brasileiros provocados pela decisão dos Estados Unidos de classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, no Palácio da Alvorada.
Durigan afirmou que a principal preocupação do governo é o impacto de protocolos externos sobre a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais. O ministro também indicou temor de que a gestão dos EUA tenha.
discricionariedade excessiva possa gerar prejuízos à economia brasileira, reais ou ilusórios, que precisam ser combatidos.
O ministro destacou a intenção de manter diálogo com autoridades dos Estados Unidos para tratar do tema, embora ainda não haja agenda com o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Durigan ressaltou que o governo brasileiro está coletando informações e definirá os próximos passos antes de levar a posição aos norte-americanos.
Diálogo com autoridades norte-americanas
Durigan reiterou que o objetivo é evitar que empresas e bancos nacionais se tornem alvo de sanções sem correspondência com a realidade. O ministro afirmou estar aberto a reuniões com Bessent e mencionou que já mantém contato com autoridades dos EUA para esclarecer situações relevantes.
O ministro também explicou que a agenda é monitorar movimentos externos que possam atrapalhar o desenvolvimento econômico do Brasil. A postura é buscar cooperação contra o crime organizado, mas impedir interferências que prejudiquem o mercado interno.
Defesa do setor produtivo
Para reduzir riscos, a Fazenda já mantém conversas com representantes de diversos setores, incluindo o financeiro, para entender vulnerabilidades e preocupações do mercado. A ideia é proteger empregos, empresários e instituições contra impactos indevidos de intervenções externas.
Durigan detalhou a agenda internacional de investimentos do Brasil. No fim deste mês ele viajará à China e ao Japão para apresentar o programa Eco Invest Brasil, voltado a captar recursos para investimentos sustentáveis, e ampliar a cooperação econômica global.
O encontro com Lula também atualizou dados recentes sobre o PIB brasileiro, com foco na formação de capital fixo, indicador de investimento no país. O crescimento neste início de ano ficou em 1,1%, com alta de 3,5% na formação bruta de capital fixo.
Entre na conversa da comunidade