- Oito anos após o assassinato de Marielle Franco, a filha, Luyara Franco, atua como diretora executiva do Instituto Marielle Franco e conclui bacharelado em Educação Física.
- Ela relata a infância nos bastidores da política e o caminho para manter o legado da mãe, apesar da pressão e da exposição pública.
- Em 19 anos, assumiu a papel de liderança no instituto; a transição ocorreu após mudanças de direção, mantendo o objetivo de preservar a memória de Marielle e promover direitos humanos.
- Luyara destaca o impacto das fake news e a busca pela saúde mental durante o período de divulgação e entrevistas após o crime, além das investigações que resultaram na prisão dos mandantes em 2024.
- Entre planos futuros, ela cita fortalecer a pauta esportiva no instituto e sonha com um Centro de Esportes Marielle Franco, além de lançar um livro intitulado Cartas e poemas para minha mãe: tudo que eu escrevi nos momentos de dor e saudade.
Aos 27 anos, Luyara Franco atua como diretora executiva do Instituto Marielle Franco, instituição criada para preservar a memória da mãe e fortalecer sua luta por direitos humanos e justiça. Ela chega ao cargo oito anos após o assassinato de Marielle Franco, buscando manter o legado da vereadora com foco em educação, direitos humanos e esportes.
A jovem, que também concluiu o bacharelado em Educação Física, fala sobre o amadurecimento após a tragédia e a transição dos bastidores para a gestão da instituição que leva o nome da mãe. Ela afirma que não pretende entrar na política eleitoral, apesar de convites recebidos ao longo dos anos.
Caminho e liderança
Ela relata que, aos 19 anos, ainda em luto, já lidava com a responsabilidade de conduzir a organização. O Instituto teve mudanças de direção em 2022, com a passagem de uma tia para outros diretores antes de sua nomeação. A executiva enfatiza a continuidade do legado da mãe por meio de ações estruturadas.
A entrevista descreve a exposição mediática vivida na época e as dificuldades com fake news, que surgiram um dia após o crime. Segundo Luyara, esse período exigiu cuidado com a saúde mental diante de uma agenda marcada por entrevistas e ataques digitais.
Desafios e perspectivas
Ao falar sobre o peso de ser filha de Marielle, a executiva destaca a percepção pública de uma figura política, mas reforça que a mãe era uma vida humana antes de tudo. Ela aponta que o caso segue em andamento, com julgamentos previstos no Rio e ações futuras, incluindo júris populares. A expectativa concentra-se na busca por justiça para além das prisões ocorridas em 2024.
Quanto à participação política, Luyara afirma que não se vê concorrendo a cargos. Ela menciona a possibilidade de continuar o legado da mãe por meio do Instituto, dando prioridade aos direitos humanos, à educação e à participação comunitária, especialmente de jovens negros e mulheres negras.
Esporte e memória
A executiva destaca o papel do esporte como ferramenta de transformação. Ela enfatiza que o esporte pode orientar políticas públicas desenvolvidas pelo Instituto, com foco antirracista e decolonial. Entre planos, ela projeta a criação de um Centro de Esportes Marielle Franco para ampliar oportunidades para jovens.
Sobre projetos literários, Luyara confirma a elaboração de um livro que reunirá cartas e poemas dedicados à mãe, com textos já datados desde 2018. O título deve ser Cartas e poemas para minha mãe: tudo que eu escrevi nos momentos de dor e saudade.
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