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Marco Legal da IA (PL 2338): o que muda para as empresas

Marco Legal da IA estabelece regras de transparência e avaliação de riscos, definindo responsabilidades e impacto para empresas que usam IA

O avanço do Marco Legal da IA pode alterar a forma como empresas implementam e monitoram sistemas de inteligência artificial (Andressa Anholete/Getty Images)
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  • O Projeto de Lei 2338/2023, conhecido como Marco Legal da Inteligência Artificial, tramita na Câmara e cria regras de transparência, avaliação de riscos e responsabilidade sobre decisões automatizadas no Brasil.
  • A IA será classificada por nível de risco, seguindo modelo similar ao da União Europeia; quanto maior o impacto sobre direitos, segurança ou oportunidades, maior a exigência regulatória.
  • Ferramentas de IA com uso mais sensível podem exigir explicação sobre como a decisão foi tomada, quais dados foram usados e quais critérios influenciaram o resultado.
  • A avaliação de impacto ficará obrigatória para sistemas de alto risco, com foco em discriminação, privacidade, segurança e proteção de direitos.
  • O projeto amplia responsabilidades entre desenvolvedores, fornecedores e empresas usuárias, trazendo governança, prestação de contas e conformidade regulatória para o uso da IA; depende da conclusão da tramitação.

O Marco Legal da Inteligência Artificial avança no Congresso e pode alterar a forma como empresas usam IA. O Projeto de Lei 2338/2023 tramita na Câmara, já aprovado pelo Senado, prevendo regras de desenvolvimento, uso e governança.

A proposta institui uma estrutura regulatória para IA no Brasil, incluindo obrigações de transparência, avaliação de riscos e responsabilidade por decisões automatizadas. O objetivo é ampliar controle e responsabilidade na adoção de tecnologias.

A classificação dos sistemas de IA por nível de risco é um ponto central. Quanto maior o impacto sobre direitos, segurança ou oportunidades, maior a exigência regulatória. Ferramentas administrativas simples não recebem o mesmo tratamento.

Ao longo da tramitação, o texto pode exigir que empresas demonstrem como decisões são tomadas, quais dados foram usados e quais critérios influenciam resultados. A exigência varia conforme a classificação de risco do sistema.

Setores como recursos humanos, financeiro, saúde, seguros e atendimento ao cliente podem ser os mais impactados, pela possibilidade de decisões automatizadas influenciarem vidas e direitos de pessoas.

O projeto também prevê avaliações de impacto para sistemas de alto risco, exigindo análise prévia de consequências, riscos de discriminação, privacidade e segurança. Isso aproxima IA de práticas de compliance.

A proposta aponta que a IA deixa de ser apenas ferramenta de produtividade. Ela distribui responsabilidades entre desenvolvedores, fornecedores e usuários, ampliando controles internos e acompanhamento jurídico.

A visão é que governança, transparência e gestão de risco passem a acompanhar a inovação. A tramitação completa ainda depende de etapas legislativas, mas já influencia o planejamento de adoção de IA pelas empresas.

Em síntese, o PL 2338/2023 sinaliza que saber operar IA envolve governança e conformidade, além de eficiência. Organizações avaliam agora responsabilidades, custos e impactos regulatórios antes de ampliar uso de tecnologia.

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