- Recém-aposentado do Superior Tribunal de Justiça, o ministro Antônio Saldanha Palheiro diz que retomará a advocacia, atividade que exerceu antes da magistratura.
- O ministro atuou como advogado empresarial por doze anos antes de ingressar na magistratura; deixou o STJ em abril por aposentadoria compulsória aos 75 anos.
- Em entrevista durante o XIV Fórum Jurídico, ele afirmou estar apto física e mentalmente para voltar à atuação profissional e destacou a necessidade de nova visão sobre conflitos jurídicos.
- Palheiro ressaltou que a postulação beneficia o interesse do constituinte e que o juiz da ocasião precisa dirimir o conflito buscando a verdade.
- O XIV Fórum Lisboa, com 1 a 3 de junho, discute temas como tecnologia, inteligência artificial, regulação de plataformas digitais e impactos da tecnologia na democracia.
Recém-aposentado do STJ, o ministro Antônio Saldanha Palheiro confirmou a intenção de retornar à advocacia, atuação que exerceu antes de ingressar na magistratura. A declaração ocorreu durante o XIV Fórum Jurídico, em que comentou a transição para uma nova perspectiva diante dos conflitos jurídicos.
Saldanha Palheiro atuou como advogado empresarial por 12 anos antes de tornar-se magistrado. O ministro destacou que a mudança de função exige adaptação, mantendo o foco na busca da verdade e no equilíbrio entre as partes, agora sob o prisma da advocacia.
Aposentadoria e trajetória
O ministro deixou o STJ em abril, após cumprir o tempo de serviço e completar 75 anos, idade limite para a aposentadoria compulsória em tribunais superiores. Desde 2016 no STJ, recebeu homenagens pela atuação na área penal e pelo perfil conciliador, reconhecendo o compromisso com a Justiça.
Sobre a reforma do Judiciário
Durante o encontro, Palheiro comentou que a atuação judicante depende do interesse do constituinte, e que o juiz da ocasião deve dirimir o conflito com base na verdade. A fala enfatiza a visão de que a jurisprudência evolui com as mudanças na sociedade e na legislação.
O XIV Fórum Lisboa
O evento, que ocorre de 1 a 3 de junho, aborda temas como Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania, além de impactos da inteligência artificial, regulação de plataformas digitais e proteção de menores no ambiente online. Autoridades e acadêmicos debatem democrático, econômico e socialmente.
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