- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a gestão reduziu para três mil duzentos pontos de wi‑fi, de cinco mil previstos em contrato de R$ 108 milhões, por falta de recursos.
- O contrato está sob investigação da Polícia Civil por suspeitas de desvios; o valor total teria chegado a R$ 157,1 milhões com aditivos, e a prefeitura ter pago R$ 26 milhões por serviços não prestados.
- Nunes disse que não houve aumento de valores, apenas prorrogação de prazos, e que o pagamento antecipado de parte do valor é comum em contratos com organizações da sociedade civil.
- O edital ficou aberto por trinta dias e, segundo o prefeito, apenas uma entidade participou, devido à complexidade do serviço e ao valor.
- A Prodam informou que não possui estrutura para executar o serviço em áreas de difícil acesso; a prefeitura afirmou que continuará colaborando com as investigações e tomará providências se houver irregularidades.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a prefeitura reduziu a quantidade de pontos de wifi público previstos em contrato por falta de recursos. O acordo de 108 milhões de reais previa 5 mil pontos, mas foram entregues e pagos pela administração apenas 3,2 mil unidades.
Nunes comentou o tema após inaugurar uma Unidade Básica de Saúde na Vila Joanize, na Zona Sul. Ele negou irregularidades na operação e disse que não houve aumento no valor contratual, apenas prorrogação de prazos. O prefeito também afirmou que pagamentos adiantados foram usados para manter o fluxo de caixa da ONG contratada.
Investigações relacionadas ao contrato
A Polícia Civil investiga o contrato para fornecimento de internet gratuita nas periferias, com alvo a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e à ONG Instituto Conhecer Brasil. O inquérito aponta que o contrato subiu para 157,1 milhões com aditivos e que 26 milhões teriam sido desembolsados por serviços não prestados.
A polícia apura ainda se parte dos recursos foi direcionada à produção do filme Dark Horse, ligado à produtora Go Up. Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up, é citada como proprietária de uma instituição envolvida no caso. A prefeitura informou que coopera com as apurações.
Pontos sobre a execução do projeto
O prefeito destacou que o edital permaneceu aberto por 30 dias, o que, segundo ele, favoreceu a participação da entidade escolhida. A empresa Prodam, responsável pela instalação e manutenção dos pontos, informou ter limitações de estrutura para atuar em áreas de difícil acesso, o que é citado como entrave para a conclusão do serviço.
Nunes ressaltou ainda que, caso haja irregularidades identificadas, a administração tomará as medidas cabíveis. A gestão continua colaborando com as investigações e com a prestação de contas do contrato.
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