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Oposição usa Lei Antiterrorismo para mirar movimentos sociais após medida dos EUA

Proposta do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) amplia Lei Antiterrorismo para incluir movimentos sociais e ataques cibernéticos, elevando fiscalização contra imigrantes

O deputado federal e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (PL-RJ). Foto: Agência Câmara
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  • O governo dos Estados Unidos enquadrou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que abriu espaço para debate no Brasil sobre mudanças na Lei Antiterrorismo.
  • O deputado Eduardo Pazuello apresentou, em 29 de maio, uma proposta para incluir ataques cibernéticos como conduta terrorista e revogar a parte que protege manifestações políticas e de movimentos sociais de enquadramento.
  • A ideia é ampliar o conceito de terrorismo para ações com motivações políticas, religiosas ou sociais que visem intimidar a população, desestabilizar estruturas ou constranger o poder público.
  • Na justificativa, Pazuello afirma que a lei atual tem lacunas que comprometem a eficácia e que a motivação do crime não pode ser limitada a um conjunto estreito de causas.
  • O texto atual da lei tipifica terrorismo como atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito; com a nova redação, danos a patrimônio e crimes cometidos em contextos de manifestações poderiam ser afinados a outras leis, incluindo os ocorridos em 8 de janeiro.

O governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, provocando reações no Brasil. O debate ganhou força após a decisão norte-americana e passou a ser usado para justificar mudanças na legislação brasileira.

O deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde, apresentou, em 29 de maio, uma proposta para alterar a Lei Antiterrorismo de 2016. O objetivo é incluir ataques cibernéticos entre as condutas terroristas e revogar a proteção a manifestações políticas e de movimentos sociais.

A proposta também aponta para ampliar o alcance da lei, de modo que manifestações com motivações políticas, religiosas ou sociais possam ser enquadradas como terrorismo quando visem intimidar a população, desestabilizar estruturas ou constranger o poder público.

Pazuello sustenta que a redação atual da lei apresenta lacunas que limitam a eficácia do instrumento. Ele afirma que a motivação não pode, por si só, excluir o crime, mesmo que alegadamente social ou sindical.

Segundo o texto, o conceito de terrorismo passaria a abranger danos ao patrimônio e condutas ilícitas durante manifestações, inclusive aquelas ocorridas em momentos de grande mobilização social e política.

Contexto internacional

A mudança proposta surge em meio à ampliação do debate sobre segurança interna no Brasil, após o enquadramento de grupos no exterior como terroristas. A medida é apresentada como forma de fortalecer a resposta penal a crimes cometidos nesse contexto.

A proposta de revisão tramita no Congresso e pode provocar debates sobre direitos constitucionais e liberdades formativas de protesto, além de impactos sobre imigração e fiscalização de eventos públicos.

As informações acima explicam o que foi apresentado por Pazuello, quem está envolvido, quando ocorreu a proposição e por que o tema ganhou relevância após a classificação internacional de organizações brasileiras como terroristas.

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