- A Polícia Federal deflagrou a operação Check-in para investigar possível corrupção, desvio de recursos públicos e fraude em licitações envolvendo contratos da Prefeitura do Recife com empresa de mão de obra terceirizada em 2020.
- A investigação aponta pagamento de vantagem indevida a um agente público de alto escalão da administração municipal, com indícios encontrados em cheques apreendidos durante a Operação Firenze.
- O município repassou cerca de R$ 25,8 milhões à empresa investigada em 2020, sendo aproximadamente R$ 17 milhões de origem federal.
- A prefeitura afirma não ser alvo da operação e que a investigação envolve contratos de 2020 com a empresa, mantendo-se à disposição dos órgãos de controle.
- Foi cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, com a participação de 32 policiais federais e dois auditores da controladoria-geral da União.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação para apurar suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações envolvendo contratos da Prefeitura do Recife com uma empresa de serviços terceirizados. A ação, denominada Check-in, contou com apoio da CGU e envolve cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Segundo as investigações, uma empresa contratada pelo município teria feito pagamento de vantagem indevida a um agente público de alto escalão da administração municipal. Os indícios surgiram durante a Operação Firenze, com a apreensão de talonários e cheques que apontam pagamentos suspeitos.
Os fatos estariam relacionados a contratos de terceirização de mão de obra firmados em 2020. Naquele ano, a prefeitura, ainda sob a administração de Geraldo Julio, teria repassado cerca de R$ 25,8 milhões à empresa investigada, sendo aproximadamente R$ 17 milhões de recursos federais. Não há confirmação de alvo da operação na gestão municipal atual.
Investigação e desdobramentos
A prefeitura afirmou que não é alvo da operação e que está à disposição dos órgãos de controle para colaborar. Em nota, o município informou tratar de contratos celebrados em 2020 com a empresa terceirizada, sem comentar casos ocorridos em anos anteriores.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Participaram da operação 32 policiais federais e dois auditores da CGU.
Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais. A PF não divulgou prisões até o fechamento deste texto.
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