- Receita Federal e Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira uma operação conjunta para apurar irregularidades envolvendo servidor público, com possível prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos.
- Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo, em endereços ligados ao servidor, familiares e a pessoas físicas e jurídicas do comércio exterior.
- O esquema, segundo as investigações, envolveria despachantes, consultorias, importadores e operadores logísticos que teriam organizado vantagens recebidas pelo servidor, pagas em dinheiro, depósitos e despesas pessoais.
- A corregedoria da Receita Federal identificou indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e o salário, além de movimentações financeiras irregulares; o servidor foi afastado.
- Participam da operação trinta servidores da Receita Federal em ações realizadas em várias cidades de São Paulo e de Santa Catarina.
A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira uma operação conjunta para apurar irregularidades relacionadas a um servidor público. O risco envolve possível prejuízo superior a 10 milhões de reais aos cofres públicos. O foco é um esquema com despachantes, consultorias e operadores logísticos.
Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo. Endereços vinculados ao servidor, além de familiares e empresas ligadas ao comércio exterior, estão sob investigação. A ação envolve 30 servidores da Receita Federal.
O valor suspeito de vantagens recebidas pelo servidor soma mais de 5 milhões de reais. A investigação aponta pagamentos em dinheiro, depósitos e despesas pessoais, como aluguel e faturas de cartão, como forma de repasse.
Envolvidos e desdobramentos
Despachantes, empresas importadoras e operadores logísticos aparecem como possível parte do esquema. A Corregedoria da Receita detectou incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e seu salário, levando ao afastamento do cargo.
A investigação busca apurar como a atuação irregular de terceiros fragiliza a fiscalização aduaneira e gera concorrência desleal no comércio exterior. A operação continua com levantamentos e ouvir de testemunhas.
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