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Senado suspende norma do Conanda sobre aborto em menores

Senado susta norma do Conanda que previa aborto legal para menores vítimas de estupro, abrindo caminho para nova regulamentação pelo órgão

Bancada: senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em pronunciamento; senador Izalci Lucas (PL-DF); senador Cleitinho (Republicanos-MG).
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  • O Senado decidiu sustar, em sua totalidade, a Resolução 258, de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que assegurava aborto legal para crianças e adolescentes em casos de gravidez decorrente de estupro, e o tema segue para promulgação.
  • O conteúdo da norma prevê atendimento rápido, sigiloso e sem preconceitos, treinamento de profissionais e prioridade absoluta do interesse da vítima, com proteção de seus direitos reprodutivos e autonomia.
  • A suspensão foi defendida pela senadora Damares Alves, que argumentou que o Conanda extrapolou suas atribuições ao disciplinar direitos que dependem de deliberação do Congresso.
  • O Conanda é o órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania responsável por orientar políticas públicas de proteção de crianças e adolescentes, com atuação normativa e deliberativa.

O Plenário do Senado sustou a resolução 258/2024 do Conanda, que prevê aborto legal para menores vítimas de estupro. A decisão ocorreu nesta terça-feira (2) no Congresso, após aprovação na CDH. A norma tratava de atendimento e direitos de crianças e adolescentes em violência sexual.

A proposição, proposta pela deputada Chris Tonietto e relatada pela senadora Damares Alves, retorna ao Senado para promulgação ou possível ajuste. A Câmara dos Deputados já havia discutido o tema, e a matéria segue para nova etapa formal.

Contexto

Para a senadora Dra. Eudócia, o tema é relevante e o projeto é visto como forma de não favorecer o aborto. Ela elogia a atuação de Damares na defesa da vida de bebês e crianças, destacando a importância de proteger os direitos das menores.

O texto do Conanda previa treinamento de profissionais, atendimento rápido e sigiloso, e prioridade ao interesse da vítima. A norma também tratava de escuta especializada, notificação de casos e proteção contra revitimização no sistema.

Decisão do Senado

O Senado afirmou que os efeitos da resolução extrapolam as atribuições do Conanda. A colegiada pode convocar nova reunião para correção de equívocos, segundo a justificativa apresentada. O objetivo é manter o papel do conselho na orientação de políticas públicas para a infância.

O Conanda, órgão vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, coordena políticas de proteção de crianças e adolescentes. A decisão não altera direitos legais já estabelecidos pelo Congresso.

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