“Zona de guerra”, foi assim que o prefeito de Pelayos de la Presa, localizado na comunidade de Madri, definiu a região em meio aos incêndios florestais que devastam a Espanha. Bombeiros espahóis e franceses vivem horas críticas nesta terça-feira (28) para conter incêndios florestais de proporções históricas antes da chegada de uma nova onda de calor.
“Zona de guerra”, foi assim que o prefeito de Pelayos de la Presa, localizado na comunidade de Madri, definiu a região em meio aos incêndios florestais que devastam a Espanha. Bombeiros espahóis e franceses vivem horas críticas nesta terça-feira (28) para conter incêndios florestais de proporções históricas antes da chegada de uma nova onda de calor.
Depois de dias de angústia, autoridades dos dois países demonstram otimismo moderado. Ainda assim, os incêndios já somam mais de 120 mil hectares queimados, centenas de casas destruídas e centenas de milhares de moradores e turistas desalojados.
“Estivemos em guerra contra o fogo e agora temos uma zona de guerra ao redor. Foi um monstro que passou por cima de nós”, disse o Antonio Sin.
Em Pelayos de la Presa, os dias mais difíceis do “monstro”, como o prefeito Sin chama o incêndio, foram na quinta-feira (23) e sexta-feira (24). A fumaça, o confinamento e o risco de reativação, no entanto, persistem.
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Incêndios na Europa
Na Espanha, o governo mantém desde a semana passada o estado de emergência nacional por causa de alguns dos piores incêndios florestais da história recente do país. As chamas atingem a região de Madri, as províncias vizinhas de Ávila e Toledo e a área de Castellón, no leste espanhol.
O incêndio em Ávila é considerado o pior da história recente da Espanha. Nesta terça-feira (28), o Ministério do Interior suspendeu a ordem de evacuação em 13 localidades de Madri e Ávila a partir das 17h, 12h no horário de Brasília.
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“Hoje podemos ficar um pouco mais tranquilos, mas estamos em horas críticas, falamos de um momento fundamental em que é necessário trabalhar para antecipar a chegada de uma nova onda de calor”, afirmou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, à TV pública espanhola.
Enquanto isso, na França, o grande incêndio que devastou 42 mil hectares no sudoeste do país, perto de Bordeaux, foi estabilizado. O aumento previsto das temperaturas, porém, ainda preocupa as autoridades. Nesta terça-feira (28), outras 4 mil pessoas foram retiradas de hospedagens turísticas em Lacanau. Elas se somam às 220 mil pessoas evacuadas desde 22 de julho por causa do incêndio, considerado o mais intenso na França desde 1949.
Desde janeiro, 92 mil hectares queimaram no país, um recorde em 20 anos, segundo o sistema europeu EFFIS. Na Espanha, o total chega a 207 mil hectares desde o início do ano, próximo do máximo histórico.Nos dois países, os incêndios são favorecidos pela maior inflamabilidade das florestas e da vegetação, resultado da seca e das ondas de calor excepcionais registradas desde junho em meio às mudanças climáticas.
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