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Servidor da Receita é investigado por propina milionária em importações de Itajaí

Operação da PF investiga servidor da Receita por suposta propina milionária ligada a importações em Itajaí; prejuízos aos cofres públicos podem superar R$ 10 milhões

Porto de Itajaí, em Santa Catarina. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom / arquivo)
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Benaia para investigar um servidor do porto de Itajaí, suspeito de receber mais de R$ 5 milhões em propina para facilitar operações de importação.
  • Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo, envolvendo o servidor, familiares e terceiros do setor de comércio exterior.
  • O servidor está afastado das funções enquanto as apurações continuam para esclarecer os fatos.
  • A Receita Federal e a PF estimam prejuízos aos cofres públicos acima de R$ 10 milhões e indicam pagamentos em dinheiro, depósitos e despesas pessoais ligados ao esquema.
  • Despachantes, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos podem ter participado do esquema, com possíveis favorecimentos em processos de fiscalização e liberação de mercadorias.

Um servidor público que atua no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, é alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã de hoje. Segundo a investigação, ele teria recebido mais de 5 milhões de reais em propina para facilitar operações de importação na região aduaneira do porto.

A ação, batizada pela PF como Operação Benaia, cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo. Os alvos incluem endereços ligados ao servidor, familiares e pessoas físicas e jurídicas do setor de comércio exterior.

O Ministério da Receita Federal confirmou que atua em conjunto com a PF na apuração. O servidor foi afastado de suas funções até o fim das apurações e dos procedimentos administrativos.

Mandados, locais e suspeitas

As diligências abrangem Itajaí, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Barueri, Hortolândia, Paulínia, Santana de Parnaíba e Valinhos. A identificação de provas mobiliza informações de operações financeiras e movimentação de recursos.

A PF divulgou imagens de apreensões iniciais, incluindo dinheiro em espécie, itens de luxo, armas e munições. Não houve divulgação dos nomes das empresas envolvidas até o momento.

A investigação teve início após a Corregedoria da Receita Federal detectar indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e sua remuneração. Também foram encontradas movimentações financeiras suspeitas.

Possível esquema de vantagem indevida

Os investigadores suspeitam da participação de despachantes aduaneiros, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos no esquema. A hipótese é de que estes agentes teriam recebido vantagens para facilitar a fiscalização e a liberação de mercadorias.

A auditoria aponta que pagamentos teriam ocorrido por meio de dinheiro em espécie, depósitos e custeio de despesas pessoais, como aluguéis e faturas de cartão. Tais indícios reforçam o viés de favorecimento a determinadas empresas.

O caso aponta para a fragilização de controles aduaneiros e para uma concorrência desleal no comércio exterior. As apurações continuam para confirmar crimes e identificar outros envolvidos.

Contexto do porto de Itajaí

O porto de Itajaí é um dos principais do Brasil em movimentação de contêineres e serve como importante corredor de importação e exportação para Santa Catarina. A autoridade portuária é relevante para a produção industrial e agrícola da região.

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