- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a PEC que acaba com a escala 6×1 deve tramitar nas comissões para que o texto seja aprimorado.
- Ele reagiu a questionamento do senador Styvenson Valetim e disse que a tramitação será organizada após reunião de líderes na próxima semana.
- Alcolumbre defendeu votar a PEC sem pressa, com participação de diversos setores, e que o processo só será definido depois da reunião de líderes.
- O presidente criticou a pressão para analisar a matéria “do dia para a noite” e afirmou que não é a favor nem contra, mas a favor do debate.
- Governistas querem que a matéria seja apreciada ainda em junho sem alterações; oposição apresentou PEC alternativa mantendo a jornada atual, com contratos por hora. O encaminhamento na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ainda será definido, assim como o relator.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a PEC que acaba com a escala 6×1 precisa tramitar nas comissões da Casa. A declaração sinaliza a intenção de aprimorar o texto recebido da Câmara dos Deputados, segundo ele. A fala ocorreu após questionamento de senadores no plenário.
Alcolumbre mencionou que todas as matérias devem passar pelo menos por uma comissão, conforme cobranças de vários parlamentares. Ele ressaltou a importância de debater o tema com calma e ouvir diferentes setores da sociedade antes de avançar.
O senador Styvenson Valetim (Podemos-RN) pediu uma data para votação da PEC, o que motivou o posicionamento do presidente do Senado. Alcolumbre declarou que o processo será definido após reunião de líderes na próxima semana, mantendo o foco no debate amplo.
Tramitação e posições
Lideranças governistas defendem que a PEC seja apreciada no Senado ainda em junho sem alterações em relação ao texto da Câmara. Caso haja alterações, a matéria retorna para nova análise dos deputados, interrompendo a tramitação direta.
A oposição apresentou uma PEC alternativa que mantém a jornada de 44 horas semanais, com possibilidade de contratos por hora trabalhada. O líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN) é contrário à redução da jornada.
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