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Como Trump assinou finalmente a ordem executiva sobre IA

Trump assina ordem executiva sobre IA, abrindo acesso governamental a modelos avançados trinta dias antes do lançamento público e estabelece processo voluntário de avaliação

Photograph: Win McNamee/Getty Images
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  • Donald Trump assinou, na noite de segunda-feira, uma ordem executiva sobre IA que havia sido adiada recentemente.
  • A versão revisada reduz o prazo de acesso antecipado de 90 para 30 dias para que o governo possa avaliar modelos de IA antes do lançamento público.
  • A ordem não cria regulações formais, mas estabelece um processo voluntário para identificar modelos mais potentes e conceder acesso inicial a autoridades.
  • O Pentágono terá 30 dias para fortalecer redes classificadas, e o Departamento de Justiça poderá processar pessoas que usarem IA para invadir sistemas.
  • A iniciativa contou com apoio de líderes da Casa Branca e de empresas como Anthropic, com perspectivas de diálogo com a China sobre um marco transnacional para IA avançada.

O presidente Donald Trump assinou, na noite de segunda-feira, uma ordem executiva sobre inteligência artificial, após ter adiado a medida há menos de duas semanas. O decreto estabelece um processo voluntário para identificar modelos de IA mais avançados e autoriza o governo a ter acesso exclusivo a eles por 30 dias antes de qualquer divulgação pública. A assinatura ocorreu no âmbito da Casa Branca, após reunião de alto nível com assessores.

Segundo informações de fontes próximas, a nova versão do documento foi aprovada após ajustes realizados pela equipe jurídica e de políticas do governo. A ordem revisada encurtou o prazo de revisão de 90 para 30 dias, mantendo, na prática, o funcionamento de um regime de cooperação entre setor público e privado para mitigar riscos de uso indevido de IA de ponta.

A decisão chega em meio a preocupações com possíveis ataques cibernéticos que poderiam explorar sistemas críticos, incluindo modelos como Claude Mythos, da Anthropic, e GPT-5.5, da OpenAI. O objetivo é permitir que autoridades identifiquem vulnerabilidades antes de lançamentos amplos no mercado.

A ordem não impõe regulamentação direta, mas cria um mecanismo para decidir quais modelos merecem vigilância prévia. Além disso, o governo obterá acesso temporário para avaliação de riscos e montagem de salvaguardas antes de qualquer disponibilização pública.

Entre os nomes que influenciaram o retorno do projeto estão a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o Diretor Nacional de Cibersegurança, Sean Cairncross. O ex-asesor de IA do governo, David Sacks, teve atuação inicial contrária, mas não impediu a retomada da proposta.

Com a ordem, o governo também sinaliza possibilidades de diálogo com a China sobre um framework semelhante de cooperação transfronteiriça para IA avançada. Tais conversas estavam paralisadas durante o debate interno sobre políticas domésticas, segundo fontes familiarizadas com o tema.

O decreto prevê que várias agências federais implementem um processo classificado para definir quais modelos terão acesso privilegiado. Também orienta o Departamento de Defesa a reforçar redes classificadas em até 30 dias e recomendações ao Departmento de Justiça para responsabilizar criminalmente quem utilize IA para invadir sistemas.

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