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Defesa do Pix é destaque em reunião ministerial e prazos de entregas vão à pauta

Defesa do Pix ganha destaque em reunião ministerial; Lula cobra entregas até três de julho e alerta sobre o defeso eleitoral de noventa dias

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ministerial, no Palácio do Planalto — Foto: Adriano Machado/Reuters
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  • Lula defende o Pix como resposta à nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos e como arma eleitoral, cobrando pressa dos ministros com o prazo para anunciar entregas do governo em três de julho.
  • Na reunião ministerial de quarta-feira, a imagem “O Pix é do Brasil” ficou fixada no telão, reaparecendo entre falas e nos intervalos.
  • Assuntos debatidos incluíram o impacto da ofensiva dos EUA, o conflito no Oriente Médio na economia e o risco de pautas-bomba no Congresso, segundo relatos ao Valor.
  • O ministro Bruno Moretti descreveu ações para conter a alta dos combustíveis; Lula reclamou das falhas de fiscalização de preços.
  • O presidente alertou que começa o defeso eleitoral em quatro de julho, com noventa dias de restrições à divulgação de ações do governo para fins de propaganda.

Nesta quarta-feira, 3 de julho, durante reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix como resposta à nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos e como instrumento político. O encontro ocorreu em Brasília e teve foco em entregar entregas do governo até o prazo de 3 de julho.

Lula cobrou agilidade dos ministros e sinalizou preocupações com a possibilidade de pautas-bomba no Congresso, conforme relatos de participantes ao Valor. A imagem de apoio ao Pix ficou fixada em um telão durante toda a reunião, ainda que estivesse discretamente visível entre as falas.

Durante mais de quatro horas de debate, o governador Geraldo Alckmin, a chefe da Casa Civil Miriam Belchior e os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento Bruno Moretti, e da Secretaria de Relações Institucionais José Guimarães apresentaram ações de suas pastas. Alckmin representou o MDIC, com Márcio Elias Rosa ausente em função de participação na OMC na França.

Bruno Moretti detalhou ações para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. O presidente reforçou críticas a falhas de fiscalização de preços e a necessidade de intensificar o controle, mesmo diante das medidas existentes.

A reunião também tratou do impacto da conjuntura externa, incluindo o novo tariffzo dos EUA e a elevação dos preços de energia. Além disso, houve avaliação do efeito econômico do conflito no Oriente Médio sobre o mercado interno e sua relação com o Congresso.

Antes do término, Lula alertou que o tempo para anunciar entregas se reduz a um mês, para que haja registro público antes do chamado defeso eleitoral. A proibição de divulgações oficiais para fins de propaganda começa em 4 de julho e dura 90 dias, até as eleições.

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