- De janeiro de dois mil e vinte e três até maio deste ano, a Secom gastou quase R$ 500 milhões em publicidade televisiva, com alta de cerca de quarenta e seis por cento em relação aos quatro anos de governança de Jair Bolsonaro.
- A TV Globo e afiliadas faturaram aproximadamente R$ 228,9 milhões, cerca de quarenta e seis por cento de todo o dinheiro destinado à televisão no período.
- A Record, que foi líder durante o governo Bolsonaro, recebeu R$ 111,8 milhões desde 2023, com aumento de cerca de vinte por cento na gestão Lula.
- O SBT teve receitas de R$ 65,7 milhões e ficou em terceiro lugar, com queda de cerca de dezenove por cento em relação aos contratos na era Bolsonaro.
- Jovem Pan sofreu a maior queda entre as grandes redes (queda de quarenta e um por cento), enquanto a TV Cultura registrou o maior salto, de R$ 619 mil para quase R$ 2,7 milhões.
Ao longo de três anos e cinco meses de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a Secretaria de Comunicação (Secom) gastou quase 500 milhões de reais em publicidade veiculada na televisão. O valor total representa um aumento de cerca de 46% frente aos four anos da gestão de Jair Bolsonaro.
A mudança no padrão de gastos ficou evidente com a reaproximação de algumas emissoras. Redes que tiveram contratos reduzidos no governo anterior passaram a receber recursos expressivos, enquanto outras que ganharam espaço antes perderam participação. Os números foram levantados pela reportagem junto à base de dados da Secom.
Entre as maiores ganhadoras, a Globo e afiliadas lideraram tanto o montante quanto a participação, respondendo por quase metade do total. A Record também manteve contratos relevantes, mesmo após o turnover político. Já emissoras como o SBT e a Jovem Pan registraram recuos significativos, com quedas de dois dígitos em alguns casos. A TV Cultura foi a que apresentou crescimento expressivo no período.
Desempenho por emissora (valor gasto com publicidade do governo Lula)
- Globo: R$ 228.892.223,58 (alta de 173,8% em relação a Bolsonaro)
- Record: R$ 111.755.304,83 (+19,5%)
- SBT: R$ 65.660.329,09 (-19,0%)
- Band: R$ 38.219.411,32 (+29,1%)
- RedeTV: R$ 9.705.851,34 (-12,8%)
- CNN Brasil: R$ 3.532.518,32 (+187%)
- Turner: R$ 3.519.306,64 (-38%)
- EBC: R$ 3.318.307,43 (+44,9%)
- TV Cultura: R$ 2.686.209,23 (+334%)
- CNT: R$ 1.145.034,71 (+78,1%)
- Fundação Casper Libero: R$ 845.006,38 (+9,2%)
- Jovem Pan: R$ 666.879,02 (-40,6%)
- Sony: R$ 641.762,18 (-48,7%)
- Canção Nova: R$ 471.221,38 (-55,1%)
- Disney: R$ 470.614,04 (-56,8%)
- Discovery: R$ 450.812,12 (-77,4%)
- Sara Nossa Terra: R$ 444.193,04 (-65,0%)
- Boa Vontade: R$ 355.681,97 (-60,4%)
- Evangelizar: R$ 294.897,60 (-70,0%)
- União: R$ 276.605,54 (-51,4%)
- Nova Brasil: R$ 185.866,83 (+159,7%)
- Olé: R$ 163.895,50 (+425,8%)
- Mix: R$ 144.880,00 (-)
- Trip: R$ 106.921,44 (+49,4%)
- Fundação Nazaré: R$ 96.178,61 (-5,4%)
- Gazeta: R$ 72.245,32 (+771,7%)
- Feliz: R$ 34.376,49 (+4,6%)
- Milícia Da Imaculada: R$ 24.057,60 (+16,9%)
- O Povo: R$ 4.125,89 (-92,8%)
Esses números apontam para uma reorganização no pool de emissoras atendidas pela Secom, com impacto direto na agenda de comunicação do governo. As informações foram apuradas pela reportagem com base na base de dados da Secom. As fontes destacam que o levantamento foca apenas recursos destinados à publicidade televisiva.
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