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Fachin defende discrição de juízes e evitar protagonismo em evento de ética

Fachin defende discrição de juízes e afirma que silêncio pode superar protagonismo; ética exige crítica, transparência e prestação de contas para manter a confiança no Judiciário

O ministro Edson Fachin durante sessão do STF - Pedro Ladeira - 9.abr.26/Folhapress
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  • O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que juízes sejam discretos e que o silêncio institucional às vezes vale mais que protagonismo individual.
  • Fachin afirmou que a autoridade de um magistrado vem da qualidade de suas decisões, não da frequência de manifestações públicas.
  • O discurso ocorreu durante congresso do STJ sobre ética judicial, em meio a um impasse sobre a criação de um código de conduta para ministros.
  • O evento acontece diante de investigações envolvendo membros do STJ e da investigação sobre venda e vazamentos de decisões; a PGR denunciou nove pessoas no caso.
  • Fachin ressaltou que ética só funciona em ambiente de crítica, transparência e prestação de contas, e que independência e imparcialidade não devem ser privilégio privado.

O presidente do STF, Edson Fachin, pediu que juízes adotem discrição e equilíbrio, afirmando que o silêncio institucional pode valer mais que o protagonismo individual. A declaração ocorreu na terça-feira, durante congresso do STJ em Brasília, em meio a debates sobre um código de conduta para magistrados.

Fachin ressaltou que a visibilidade não fortalece instituições, e que a autoridade judicial depende da qualidade das decisões. Ele afirmou ainda que cada juiz deve agir para cultivar a confiança pública no sistema de Justiça.

O discurso ocorreu em meio a investigações envolvendo organizadores do congresso que realizavam sindicâncias sobre venda e vazamento de decisões. Na semana anterior, a Procuradoria denunciou nove pessoas ligadas ao STJ.

Contexto e desdobramentos

Segundo Fachin, não há separação entre ética pública e privada, e independência não é privilégio pessoal. Ele destacou que a integridade é essencial para a confiança no Judiciário, que se constrói pelo comportamento, não apenas por palavras.

Relatora do código de conduta, a ministra Carmen Lúcia participou do evento e defendeu imparcialidade e transparência. A discussão sobre normas para ministros do STF ganhou força após ligações com o Bank Master envolvendo familiares de magistrados.

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