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Flávio afirma que indicará conservador ao STF se vencer eleições

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, indicará ao STF apenas magistrados com notório saber jurídico e visão conservadora

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  • O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou que indicações ao STF devem ter notório saber jurídico e alinhamento com valores conservadores.
  • Disse que magistrados precisam ter qualificação técnica e visão conservadora em temas de costumes e segurança pública, citando liberação de drogas e aborto como exemplos a evitar.
  • Criticou a política de segurança pública do governo federal e defendeu medidas para enfraquecer o financiamento das organizações criminosas; estimou que cerca de cinquenta milhões de brasileiros vivem em áreas sob influência do crime organizado.
  • Propôs cooperação internacional para compartilhamento de tecnologia e informações de inteligência e informou ter enviado carta aos Estados Unidos para evitar tarifas de vinte e cinco por cento sobre produtos brasileiros.
  • Comentou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar novamente Jorge Messias para vaga que depende do Senado, e afirmou que o nome enfrentaria resistência.

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, revelou diretrizes para o Judiciário caso seja eleito. Em entrevista ao jornal O Tempo, ele destacou dois critérios para eventuais indicações ao STF: notório saber jurídico e alinhamento com valores conservadores. A ideia é ter magistrados com qualificação técnica e visão conservadora em temas de costumes e segurança pública.

O parlamentar argumentou que a composição da Corte deve incluir juízes tecnicamente capacitados que também compartilhem de uma linha conservadora. Segundo ele, há casos em que decisões do STF são interpretadas como liberando drogas ou autorizando o aborto, o que justificaria o foco em conservadorismo na escolha de ministros.

Flávio Bolsonaro também comentou a política de segurança pública do governo federal e defendeu medidas para enfrentar organizações criminosas pelo aspecto financeiro. Destacou a necessidade de asfixiar as fontes de financiamento de facções para controlar o uso de recursos que sustentam ações criminosas.

Combate ao crime organizado e cooperação externa

O senador citou a avaliação de que parte da população vive em áreas sob influência do crime organizado e sugeriu uma articulação internacional para compartilhar tecnologia e informações de inteligência entre países. Além disso, comentou uma proposta de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, dizendo ter enviado uma carta às autoridades dos EUA e colocado-se à disposição para contribuir com negociações.

Ele atribuiu a possibilidade de sanções comerciais à condução da política externa do governo atual, comentando que o Brasil pode enfrentar pressões internacionais enquanto a atual gestão permanece no poder. Em relação a possíveis indicações, disse que o presidente Lula pode enfrentar resistência no Senado para nomes como o atual advogado-geral da União, Jorge Messias.

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