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Gilmar Mendes rebate críticas após Fórum de Lisboa sem viés político

Auditório trocado por espaço menor horas antes do encerramento do Fórum de Lisboa, medida que reduziu o público e a repercussão do evento

O ministro do STF Gilmar Mendes e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante evento promovido pelo magistrado em Lisboa
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  • O Auditório da Faculdade de Direito de Lisboa foi substituído por um espaço menor horas antes do encerramento do Fórum de Lisboa, devido à greve geral em Portugal.
  • O evento, organizado pelo Instituto de Ensino Superior de Direito (IDP) e pela Fundação Getulio Vargas, contou com mais palestrantes e inscritos, mas teve menor peso midiático do que em edições anteriores.
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse que o Fórum dialoga com a prática do direito, da gestão, da política, da economia, da regulação e da atividade produtiva, e citou a edição de 2027 para comemorar quinze anos.
  • Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ministro Alexandre de Moraes estiveram presentes; Moraes foi lembrado pela participação em debates sobre justiça e Democracia.
  • Entre as propostas para o próximo ano, estão painéis apenas em inglês, maior internacionalização e a criação de um documento final com metas; há também a ideia de renomear o evento para Fórum Mundial de Lisboa.

O ministro do STF Gilmar Mendes abriu o discurso de encerramento do Fórum de Lisboa, em Portugal, em tom de humor ao responder a críticas: a previsão inicial era de que o evento estaria esvaziado. O auditório menor do que o esperado gerou risos entre o público.

Horas antes, a organização informou que o auditório seria trocado por um espaço menor na faculdade de Direito de Lisboa, em razão de uma greve geral que afetou serviços públicos na cidade. O Fórum é promovido pelo IDP, instituição brasileira, em parceria com a FGV.

Segundo Carlos Blanco de Morais, professor da instituição lisboeta e organizador, a greve contribuiu para reduzir a capacidade prevista de público. O evento, que segue como fórum acadêmico, envolve 70 painéis e 432 debatedores, sem o peso de anos anteriores.

Avanços e perspectivas do Fórum

Ao falar de democracia, IA, regulação de big techs e redes, Gilmar Mendes destacou a edição de 2027 como marco, com planos de consolidar internacionalização. Entre participações, esteve Alexandre de Moraes, ministro do STF, que acompanhou de perto a discussão sobre a atuação do Judiciário brasileiro.

Ao lado do ministro, esteve a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e alvo de controvérsias envolvendo contratos no setor financeiro, tema que influenciou debates no Brasil. O Fórum de Lisboa manteve o caráter acadêmico, segundo o ministro, mesmo com o foco reduzido.

O magistrado sugeriu medidas para futuras edições, como realização de painéis em inglês e a elaboração de um documento final com metas específicas. Também comentou a possibilidade de o Fórum passar a se chamar Fórum Mundial de Lisboa, em tom bem-humorado por parte da plateia.

Encerramento e repercussão

Mendes afirmou que as críticas ao Fórum são recebidas com serenidade e que leituras rápidas ou oportunistas ajudam a ampliar a visibilidade do evento. O tom do encerramento foi de continuidade, com ênfase no trabalho desenvolvido e na participação de juristas e convidados internacionais.

A organização ressaltou que o Fórum continua a ser um espaço de debates entre direito, gestão, política, economia, regulação e prática jurídica. O evento segue como referência anual para o setor, com mudanças de formato que atingem principalmente a logística e a pauta.

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