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Governistas nos EUA propõem cooperação contra facções criminosas

Deputados governistas nos EUA entregam documento de cooperação contra facções criminosas e pressionam pela classificação do CV e do PCC como terroristas

Pedro Uczai (PT-SC) é um dos deputados na missão parlamentar em Washington
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  • Deputados governistas em missão nos Estados Unidos vão entregar a parlamentares do Congresso dos EUA um documento de cooperação contra facções criminosas, em resposta à classificação do PCC e do CV como terroristas.
  • O documento propõe a criação de um Grupo de Trabalho Brasil–Estados Unidos sobre crime organizado transnacional e a instalação de um canal permanente de inteligência financeira.
  • Também sugere medidas para reduzir o fluxo de armas e dinheiro, além de um maior intercâmbio de informações e cooperação jurídica, com foco na recuperação de ativos e no rastreamento de operações financeiras.
  • As reuniões em Washington devem ocorrer com parlamentares, organismos internacionais e diplomatas; não estão previstas audiências com representantes da Casa Branca.
  • O pacote traz dez propostas, incluindo cooperação com a INTERPOL, combate à mineração ilegal e ao tráfico de pessoas, e prestação de contas periódica entre autoridades brasileiras e norte-americanas.

Em missão aos Estados Unidos, deputados governistas vão entregar um documento de cooperação contra facções criminosas a membros do Congresso, em resposta à possível classificação do CV e PCC como terroristas. A apresentação ocorreu em uma coletiva na quarta-feira.

O grupo reúne o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, além de Jandira Feghali, André Janones e Pedro Campos. Eles farão encontros com parlamentares, organismos internacionais e diplomatas em Washington, sem previsão de reunião com representantes da Casa Branca.

O objetivo é obter paceamento de ações que possam conter o crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e tráfico de armas, visando reverter a decisão de classificar as facções como terroristas, apontam os envolvidos.

O documento elaborado propõe a criação de um grupo de trabalho bilateral, bem como um canal permanente de intercâmbio de inteligência financeira, para rastrear fluxos de dinheiro, armas e atividades ilícitas vinculadas às facções.

Além disso, os parlamentares defendem medidas internas de fortalecimento da cooperação jurídica, com foco na cooperação entre Brasil e Estados Unidos, bem como com organismos internacionais, para cooperação em investigações e recuperação de ativos.

Propostas

1. criação de um Grupo de Trabalho Brasil–Estados Unidos sobre Crime Organizado Transnacional, Lavagem de Dinheiro e Facções Criminosas, com foco em inteligência financeira, cooperação jurídica e recuperação de ativos;

2. estabelecimento de canal permanente para intercâmbio de inteligência financeira, visando identificar remessas suspeitas, uso de fintechs, offshores e beneficiários finais;

3. criação de frente específica para rastrear armas norte-americanas usadas por facções no Brasil;

4. formação de equipes conjuntas de investigação financeira e patrimonial em casos de lavagem transnacional e evasão de divisas;

5. fortalecimento do tratado de assistência jurídica mútua em matéria penal, com tramitação prioritária de pedidos envolvendo facções e lavagem de dinheiro;

6. cooperação entre Brasil, EUA e INTERPOL para localização de foragidos e integração de bases de dados criminais;

7. agenda bilateral de combate às economias ilícitas na Amazônia, incluindo mineração ilegal, lavagem de ouro, grilagem, extração ilegal de madeira e crimes ambientais;

8. enfrentamento do tráfico de pessoas, exploração de migrantes e falsificação de documentos, com atuação conjunta em persecução penal e proteção às vítimas;

9. adoção de medidas para reduzir o fluxo de armas, dinheiro e demanda por drogas que alimentam as facções, com controle de exportações e combate a fornecedores ilícitos;

10. criação de mecanismo periódico de prestação de contas entre autoridades brasileiras e norte-americanas, com relatórios sobre resultados, bloqueios, ativos recuperados e operações concluídas.

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