- Greve geral em Portugal paralisou trens, voos e escolas, com cancelamentos de dezenas de voos nos aeroportos de Lisboa e Porto e interrupção de serviços de transporte.
- Escolas públicas e universidades suspenderam aulas em várias regiões; professores e funcionários aderiram em peso à greve convocada pela CGTP.
- Protesto contra mudanças nas leis trabalhistas, que visam facilitar demissões e reduzir pagamento de horas extras, segundo o governo para atrair investimentos e aumentar produtividade.
- Governo afirma que as reformas são necessárias e diz estar aberto a negociações; o primeiro-ministro sustenta que as medidas modernizarão a economia e gerarão empregos estáveis.
- Empresários do turismo criticam o timing da paralisação, dizendo que os bloqueios nos aeroportos prejudicam a imagem do país no início da temporada europeia.
A greve geral em Portugal paralisou serviços de transporte e educação nesta quinta-feira, em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do governo. Trens urbanos e de longa distância ficaram parados; voos nacionais sofreram cancelamentos nos aeroportos de Lisboa e Porto; escolas públicas suspenderam aulas em várias regiões.
A paralisação mobilizou professores e funcionários administrativos, que seguiram o chamado da CGTP. A mobilização é apresentada como a maior dos últimos anos no país, com adesão expressiva de trabalhadores de diferentes setores.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, explicou que não haverá aceitação de retirada de direitos históricos nem de empobrecimento de trabalhadores, conforme a atuação do sindicato.
Mudanças propostas pelo governo
O governo pretende facilitar demissões e reduzir o pagamento de horas extras, justificando a medida como forma de flexibilizar o mercado, atrair investimentos estrangeiros e elevar a produtividade das empresas.
A mobilização é destacada como a maior dos últimos anos, com histórico recente de paralisações relevantes em 2024, quando servidores públicos reivindicaram reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
Reações ao protesto
O governo sustentou a necessidade das reformas, afirmando estar aberto a negociações e destacando os benefícios a longo prazo para a economia. O primeiro-ministro afirmou que as mudanças visam modernizar a economia e gerar empregos estáveis.
Representantes do setor de turismo criticaram o timing da greve, alegando que os bloqueios aeroportuários impactam a imagem do país e o início da temporada de férias na Europa.
Entre na conversa da comunidade