- Segunda greve geral em seis meses parou partes dos serviços em Portugal, com trens parados, centenas de voos cancelados e escolas fechadas, nesta quarta-feira, dia três.
- O governo pretende aprovar um projeto de lei com apoio do Chega para reformar o código trabalhista, abrangendo mais de cem artigos e visando aumentar a produtividade.
- A reforma facilita demissões por justa causa, permite indenização em casos de demissão ilegal e elimina limites para terceirização.
- O movimento sindical, liderado por Tiago Oliveira da CGTP, afirma que a reforma piora as condições dos trabalhadores, aumenta a precarização e restringe o direito de greve.
- A CP suspendeu trens de longa distância e a maioria dos regionais; o metrô de Lisboa foi fechado; a TAP operará apenas 79 de mais de 300 voos diários, e a Iberia prevê quedas entre 50% e 75%.
A segunda greve geral em seis meses paralisou serviços em Portugal nesta quarta-feira, dia 3, com interrupção de trens, fechamento de escolas e cancelamento de voos. Sindicatos protestam contra planos da reforma trabalhista do governo.
A mobilização foi convocada pela CGTP, a maior central sindical, em resposta a propostas de mudanças no código trabalhista. O objetivo é ampliar a proteção aos trabalhadores, segundo as entidades laborais.
O governo, com apoio do partido Chega, pretende alterar mais de 100 artigos para aumentar a produtividade e favorecer o crescimento econômico. As negociações com os sindicatos falharam até o momento.
Impactos nos transportes
A CP, empresa ferroviária estatal, suspendeu trens de longa distância e a maior parte dos regionais. O metrô de Lisboa ficou fechado e outros serviços foram fortemente reduzidos.
Transporte aéreo também foi afetado. A TAP informou operação limitada, com apenas 79 voos dos mais de 300 diários previstos. A Iberia avaliava quedas entre 50% e 75%.
Outras consequências
Escolas encerraram atividades em todo o país devido à falta de quadro de funcionários. Hospitais adiaram grande parte de cirurgias e consultas por greve de enfermeiros, agravando a demanda do sistema público de saúde.
O histórico da greve indica que a paralisação de dezembro anterior foi a segunda de grande magnitude desde protestos contra austeridade em 2013. As negociações entre governo e sindicatos seguem sem acordo.
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